FC Porto

MP suspeita que Pinto da Costa desvia milhões em comissões, avança a CNN Portugal

Pinto da Costa, presidente do FC Porto Pedro Correia/Global Imagens

CNN Portugal teve acesso ao despacho do procurador Rosário Teixeira, que conduz a investigação do MP que deu origem à chamada operação "Cartão Azul".

A CNN Portugal avança esta segunda-feira que o Ministério Público suspeita que Pinto da Costa desvie milhões de euros em comissões de transferências de jogadores há quase 10 anos, isto é, desde 2012.

É o procurador Rosário Teixeira, que conduz a investigação do MP que deu origem à chamada operação "Cartão Azul", que o diz, no despacho das buscas à SAD do emblema azul e branco, ao qual a estação televisiva teve acesso.

"Desde 2012, vários agentes desportivos - entre eles Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa - acordaram com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, desenvolver um esquema destinado a gerar proveitos indevidos", pode ler-se no despacho.

Para colocarem ou venderem jogadores no ou do FC Porto, esses empresários "aceitam devolver, designadamente a Pinto da Costa, parte dos montantes cobrados em comissões pela sua intervenção como intermediários nesses negócios", ainda segundo o despacho.

No total, serão 12 os negócios em investigação. Entre 2013 e 2016 - Casemiro, Brahimi, Quaresma e Aboubakar - e de 2017 a 2020 - Ricardo Pereira, Uribe, Éder Militão, Felipe, Zé Luís, Óliver Torres, Fábio Silva e Danilo Pereira.

De recordar que, a 22 de novembro, o Ministério Público e a Autoridade Tributária e Aduaneira, com a colaboração da PSP, fizeram cumprir "33 mandados de busca, principalmente no Porto e em Lisboa, abrangendo instalações de sociedades, incluindo uma SAD e uma instituição bancária, bem como diversas residências". Em causa, "factos ocorridos pelo menos desde 2017 até ao presente, com forte dimensão internacional e que envolvem operações de pagamento de comissões de mais de 20 (vinte) milhões de euros", podia ler-se, na altura, em comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Redação