Internacional

Courtois visa duramente a UEFA e a FIFA: "Só querem saber dos seus bolsos e de dinheiro"

Thibaut Courtois AFP

Guardião fez duros reparos ao planeamento do calendário, reclamou falta de descanso em oposição à mudança da periodicidade do Mundial e lamentou não haver diálogo

Dono da baliza belga na final four da Liga das Nações, Courtois expressou um ataque verbal, primeiro, contra a UEFA por considerar que o órgão, dado o molde da prova, sobrepõe o próprio aspeto financeiro ao cuidado com a condição física dos atletas.

"Este jogo para terceiro e quarto lugar é apenas para fazer dinheiro. Temos que ser honestos. Jogámos simplesmente porque é dinheiro extra para a UEFA. Veja como se mudaram os onzes. Se ambas estivessem na final, outros jogadores teriam jogado. Só demonstra que jogamos demasiado", afirmou o guardião belga.

Em declarações após a derrota da Bélgica ante a Itália, em San Siro, Courtois manteve a toada crítica ao condenar a diferença de preocupação tida pela UEFA em relação à condição física dos jogadores e ao aparecimento de novas competições.

"Incomoda-lhes que equipas queiram uma Superliga, mas com os jogadores não se importam. Só querem saber dos bolsos e de dinheiro", denotou o guarda-redes, assumindo a não compreensão pela criação da Conference League. "Eles criaram um troféu adicional. É sempre o mesmo...", desabafou.

Além da UEFA, também a FIFA foi visada por Courtois, dada a intenção de o organismo que gere o futebol mundial querer realizar, de dois em dois anos, um Mundial, o que adensaria o calendário, pelo que o guarda-redes reclama falta de repouso.

"Ouves que se vai jogar um Europeu e um Mundial todos os anos. Quando é que descansamos? Não somos robots. São mais e mais partidas e menos descanso para nós e ninguém se preocupa. Três semanas de férias não são suficientes para que se possa continuar durante 12 meses ao mais alto nível", atirou o keeper belga.

Courtois considerou ser "mau" a não-fomentação de diálogo por parte da UEFA e da FIFA com os jogadores a propósito dos quadros competitivos e de mudanças no mesmo e perspetivou que, assim, os jogadores "vão-se lesionar" com frequência. "Se nunca dissermos nada, será sempre o mesmo", rematou.

Redação