Benfica

Frieza germânica ao serviço do Benfica carrega histórico de golos decisivos

Dianteiro alemão Waldschmidt desbloqueou o jogo com o Paços de Ferreira, com aquele que foi o décimo golo decisivo da sua curta carreira

Com os segundos a esgotarem-se e a areia do tempo a escorrer por entre os dedos, o Benfica deitou a mão a três pontos, na receção ao Paços de Ferreira, graças a um golo de Waldschmidt, vestido de salvador, sendo esta uma roupagem que o jogador já usou mais vezes ao longo da ainda curta carreira e que apresentou nos desfiles competitivos de todas as equipas que já representou.

Waldschmidt, reforço das águias para esta época que custou 15 milhões de euros, apontou o sexto golo de águia ao peito, tendo os quatro primeiros ajudado a colocar o Benfica em vantagem no marcador - ante Famalicão e Rio Ave - e o quinto a cimentar uma vitória - sobre o Standard Liège.

Porém, aquele que obteve anteontem, na receção ao Paços de Ferreira assumiu proporções a roçar o desespero, dado que confirmou uma cambalhota no marcador aos... 90"+4", praticamente no último lance da partida.

O alemão festejou, mas esta tendência de salvador já é quase uma imagem de marca, que começou a ser construída em 2017 e que já lhe permitiu inserir no seu currículo uma dezena de golos, respeitando o critério de ser o último (ou últimos) do jogo.

No referido ano, pelo Hamburgo, carimbou o triunfo sobre o Wolfsburgo, tendência que manteve já ao serviço do Friburgo, que garantiu três triunfos (Magdeburgo, Dusseldorf e Hoffenheim) e dois empates (Wolfsburgo e Estugarda) graças aos tiros do novo camisola 10 da Luz.

Resumindo, pelos três clubes por onde passou, colocou o carimbo do golo que decidiu cinco triunfos e dois empates, mas Waldschmidt também mostrou esta faceta nas seleções alemãs. Pela principal, em novembro, deu o triunfo sobre a República Checa, mas pelos sub-21, em 2018, assinou um bis que rendeu uma reviravolta ante a Itália.

Vítor Rodrigues