Paulo Meneses admitiu ter ficado "sem reação" quando soube da notícia da morte do treinador de 67 anos.
Paulo Meneses, presidente do Paços de Ferreira, reagiu à morte de Vítor Oliveira em declarações à Sport TV+.
O dirigente trabalhou com Vítor Oliveira há duas épocas, quando o rei das subidas devolveu os pacenses à I Liga, tendo também conquistado o título do segundo escalão.
"Não vou dizer que é um prazer estar a falar sobre isto. Esta notícia deixa-me a pensar na vida. Partilhei com ele um ano de intensidade, amizade e se prolongou porque falava com ele quase semanalmente. É o meu pai do futebol. Estou sem reação", afirmou. "O Vítor era uma pessoa independente. Ele tinha a sua personalidade, não se moldava, não era de feitio fácil, nesse sentido, mas era frontal. Vai fazer falta ao futebol e o futebol foi ingrato com ele, porque nunca teve oportunidade de treinar ao mais alto nível. Aquelas pessoas que hoje têm oportunidades de ter visibilidade fácil, o Vítor nunca teve essa visibilidade. O Vítor é o treinador de maior currículo do futebol nacional, dentro das condições que lhe davam", acrescentou.
O dirigente continuou a elogiar a integridade do técnico. "Era um grande gajo. Recuso-me a achar que nos deixou. Sei que foi operado recentemente, mas isto é demasiado cruel. Não é justo", terminou.