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"Não me revejo em atitudes reveladas pelo Football Leaks do meu clube"

Prossegue o julgamento de Rui Pinto Rodrigo Antunes/EPA

Decorre esta terça-feira mais uma sessão do julgamento do processo Football Leaks.

João Ramalho, antigo advogado da PLMJ, foi ouvido esta terça-feira em Tribunal, em mais uma sessão do julgamento do processo Football Leaks.

O ex-advogado PLMJ e ex-Sócio Coordenador da Equipa de Direito Fiscal sobre atualidade fiscal, falou do "impacto de milhares de euros para a firma gastos na área informática e na saída de clientes, na quebra de confiança". Sentiu-se "incomodado e ofendido" por os seus mails terem sido "saqueados"

"Não pode valer tudo. Os meios não justificam os fins. O valor maior é a nossa liberdade e o sigilo profissional. A privacidade. Mas não me revejo em atitudes reveladas pelo Football Leaks do meu clube que vai agora a eleições."

Na manhã desta terça-feira também foi ouvido Paulo Farinha Alves, antigo dirigente do Sporting e advogado desde 1994 na PLMJ, trabalhava com João Medeiros, advogado do Benfica no caso e-Toupeira, mas disse que "nada" dos seus mails foi publicado.

Já António Faria, consultor de informática da PLMJ, coordenador de infraestruturas, na direção de sistemas de informação, disse que se descobriu o acesso indevido dos e-mails porque detetaram que uma conta, a externo04, ter demasiadas permissões sobre a conta de João Medeiros.

"Não era suposto ter acesso total". Viram publicações no blogue Mercado de Benfica e começaram a investigação.

Rafael Toucedo