Internacional

Bronca em França: "Como é possível? Somos forçados a ir para tribunal"

Amiens não se conforma com a descida AFP

Amiens contesta descida de divisão e vai recorrer para os tribunais.

O Amiens vai recorrer para os tribunais da decisão de cancelamento da Liga francesa de futebol, devido à pandemia de covid-19, que levou o clube a ser despromovido ao segundo escalão, informou o presidente do emblema gaulês.

"Como é possível despromover uma equipa com 28 jornadas realizadas e quando faltava um quarto do campeonato por disputar?", começou por questionar Bernard Joannin, em conferência de imprensa, vincando que a decisão da Liga Francesa de Futebol (LFP) é "uma injustiça desportiva".

Desta forma, o Amiens, que terminou a prova em 19.º e penúltimo lugar, contesta a despromoção à II Liga francesa e vai recorrer para os tribunais. "O meu desejo era que a federação [francesa] e a LFP revelassem maior solidariedade. Não foi o caso, pelo que somos forçados a ir para tribunal. Os argumentos legais são-nos favoráveis e estou convencido de que a justiça nos dará razão", afirmou Joannin.

O campeonato francês 2019/20 foi oficialmente cancelado em 30 de abril, depois de o primeiro-ministro gaulês, Édouard Philippe, ter anunciado a impossibilidade de retomar a temporada dos desportos profissionais, devido à pandemia de covid-19.

O título de campeão da Ligue 1 foi atribuído ao Paris Saint-Germain, que, na altura da interrupção, em março, liderava a prova de forma confortável, quando faltavam 10 rondas para o final.

Por outro lado, Amiens e Toulouse, que ocupavam o 19.º e 20.º lugares, respetivamente, foram despromovidos à Ligue 2, com Lorient e Lens a fazerem o "caminho' inverso e a serem promovidos ao primeiro escalão.

Além de França, os Países Baixos também cancelaram o campeonato de futebol, devido à crise mundial de saúde pública, enquanto Portugal e Alemanha se preparam para retomar as competições. Inglaterra, Espanha e Itália mantêm a intenção de prosseguir as respetivas ligas, embora sem data definida.

Redação com Lusa