Covid-19

Covid-19: centrais e pontas de lança têm maior risco de contágio

Os lances de futebol aéreo nas áreas têm maior suscetibilidade de contacto direto Gonçalo Delgado/Global Imagens

Um estudo universitário calcula que cada jogador está, em média, um minuto e meio em contacto direto com cada um dos outros.

A Universidade de Aarhus, na Dinamarca, divulgou um estudo que aponta como relativamente baixo o risco de contágio de covid-19 entre jogadores numa partida de futebol.

Isto porque, no caso de haver um jogador infetado, os restantes não passam mais de um minuto e meio em contacto direto com o atleta doente. Em média, claro.

A partir da análise dos movimentos dos jogadores em 14 partidas da liga dinamarquesa, o estudo calculou que o tempo de contacto direto de cada jogador com o portador do vírus (não especificado) pode variar entre zero e 11 minutos, o que resulta numa média de um minuto e meio por cada futebolista.

Foram feitos cálculos para a hipótese de o jogador infetado alinhar em qualquer posição do terreno, cruzando-se depois os valores para se obter uma média.

O estudo aponta como contacto direto aquele que aproxima dois jogadores a uma distância inferior a um metro e meio. Ou seja, cada futebolista, em média, não passa mais de um minuto e meio a uma distância inferior a metro e meio de um outro atleta, qualquer que ele seja.

Em média, obviamente, pois esse tempo pode variar entre zero e 11 minutos, de acordo com estes 14 jogos da liga dinamarquesa.

Diferenças existem também em relação a cada posição. Assim, o estudo chegou à conclusão que os centrais e os pontas de lança estão mais tempo em contacto com outros jogadores e, logo, têm maior percentagem de risco.

Os avançados-centro, por exemplo, estão quase dois minutos em contacto direto com outro jogador (qualquer que ele seja), o mesmo acontecendo com os centrais. Já os laterais e os extremos estão cerca de 1 minuto e 20 segundos.

Mas a posição mais segura de todas é a do guarda-redes, que em média não passa mais de 20 segundos em contacto com cada um dos restantes jogadores.

O estudo aponta ainda outras nuances, como a variação entre companheiro de equipa e jogador adversário: se o jogador infetado for um adversário, o risco de contágio é maior durante o jogo. Isto porque cada um tem mais contacto direto com os oponentes do que com os companheiros de equipa.

Isto no campo das probabilidades, obviamente. A Universidade de Aaarhus continua este estudo, alargando-o a mais jogos, mas lembrando que os dados não passam de estatísticas, de um mero estudo indicador que apresenta médias. A realidade, depois, pode ser totalmente diferente consoante cada caso. Mas em média, garantem na Universidade de Aarhus, é assim que as coisas funcionam.

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Redação