Covid-19

Consultora indica um conjunto de medidas para os ginásios reabrirem em maio

Com os ginásios fechados, muitos têm feito o exercício físico ao ar livre José Sena Goulão/Lusa

Quebra no volume de negócios anual no setor será superior a 40%, indica.

A All United Sports, uma consultora na área desportiva, estruturou uma lista de medidas preventivas que devem ser implementadas nos ginásios, de modo a que os mesmos sejam reabertos em maio, após o fim do estado de emergência.

De acordo com os pontos revelados, o reinício da atividade deve ter em conta três fases distintas que se prolongam por mais de cinco semanas.

A All United Sports indica que o impacto da covid-19 na indústria de fitness portuguesa levará a uma quebra no volume de negócios anual no setor superior a 40%, correspondente a mais de 100 milhões de euros.

"Esta estratégia de abertura faseada foi implementada com sucesso em outros países, garantindo não só a segurança dos utilizadores na prática de exercício físico tão importante neste momento, mas também na viabilidade dos ginásios que, em Portugal, encontram-se em situação crítica. Consideramos que as medidas sugeridas são uma recomendação útil para as diretrizes que a DGS e o Governo devem definir para a reabertura dos ginásios, esperando que tal aconteça em conjunto com o comercio local", garante.

Eis as medias indicadas:

1ª fase de abertura (duas primeiras semanas):

Controlo de entradas limitado ao máximo de 1 pessoa por 4 m2 de área aberta;

Medição da temperatura à entrada do ginásio;

Utilização de tapetes desinfectantes para limpeza do calçado;

Obrigatoriedade de utilização de máscara por colaboradores e clientes;

Disponibilização de desinfectante das mãos e toalhetes nas diferentes zonas;

Obrigatoriedade do cliente trazer a sua própria toalha;

Recepção com áreas delimitadas de circulação e acrílicos para protecção dos funcionários;

Zona de cardio-musculação limitada a 50% da ocupação, com os equipamentos desligados de forma intercalada;

Zona de musculação apenas com 1 pessoa por cada 3 m2;

Aulas de grupo, serviços de spa, saunas, turcos, piscinas e duches encerrados;

Cacifos fechados de forma intercalada, permitindo apenas 50% de ocupação;

Suspensão da mensalidade, sem qualquer perca de regalias, a sócios que façam parte dos grupos de risco (mais de 60 anos ou com doenças preexistentes);

Desinfeção constante dos equipamentos de cardio-musculação, cacifos e casas de banho com especial atenção às zonas manuseadas pelos clientes.

2ª fase de abertura (terceira semana):

Manutenção de todas as medidas de proteção individual e higienização dos espaços;

Manutenção da ocupação máxima dos espaços e equipamentos definida nas duas primeiras semanas;

Abertura das aulas de grupo com uma limitação a 50% de ocupação, com um mínimo de 1 pessoa por cada 3 m2, garantindo um intervalo temporal entre aulas de forma a não cruzar clientes e a permitir a renovação do ar dos estúdios;

Abertura intercalada dos duches, limitada a 50% da ocupação, garantindo o distanciamento;

Abertura das piscinas com capacidade limitada a 50% da ocupação e impossibilidade de aluguer de material (toucas, óculos de natação, etc.).

3ª fase de abertura (quinta semana):

Manutenção de todas as medidas de proteção individual e higienização dos espaços;

Avaliação das medidas de limitação de ocupação das diferentes áreas e serviços, ponderando-se a subida da ocupação máxima para 75%.

Avaliação da abertura dos serviços de spa, saunas e turcos;

Esta estratégia de abertura faseada foi implementada com sucesso em outros países, garantindo não só a segurança dos utilizadores na prática de exercício físico tão importante neste momento, mas também na viabilidade dos ginásios que, em Portugal, encontram-se em situação crítica. Consideramos que as medidas sugeridas são uma recomendação útil para as diretrizes que a DGS e o Governo devem definir para a reabertura dos ginásios, esperando que tal aconteça em conjunto com o comercio local.

Redação