FC Porto

FC Porto um a um: Corona foi o todo-o-terreno para chegar ao golo

. Octavio Passos/Global Imagens

As notas atribuídas por O JOGO aos jogadores do FC Porto na partida da meia-final da Taça da Liga frente ao V. Guimarães, que os dragões venceram por 2-1.

Diogo Costa 6

Ia estragando o que de bom tinha feito até ali, no lance que encerrou o jogo, com o árbitro a consultar o VAR para sancionar uma falta sobre ele. Não devia ter tentado segurar a bola, mas socá-la. Minutos antes (84") evitou o segundo golo ao Vitória, com uma grande defesa ao primeiro poste, a remate de Davidson.

Mbemba 7

Fez dois grandes cortes, no mesmo lance, sobre Bonatini, já nos descontos. No final da primeira parte já tinha tido uma intervenção muito a propósito sobre Marcus Edwards, travando um remate que podia ter feito mossa. Na frente, destaque para um cabeceamento ao segundo poste muito perigoso (42").

Marcano 6

Bem colocado e seguro nos cortes. Aliás, terminou assim a primeira parte, com um corte precioso dentro da área. Parece que não se deu por ele em campo, mas ganhou quase sempre os duelos em que participou.

Alex Telles 6

Empatou o jogo com uma bola que sobrou de Luis Díaz, num remate cruzado, de fora da área, que apanhou Douglas de surpresa. Deu a resposta logo a seguir ao golo do Vitória e evitou que os nervos se instalassem. A defender voltou a mostrar dificuldades para travar os adversários e nem sempre fechou bem o lado esquerdo da defesa.

Sérgio Oliveira 6

Tentou fechar o meio-campo e conseguiu-o. Não teve rasgo no ataque, mas as suas principais funções eram outras. De livre direto (59") também não foi feliz, rematando por cima da trave. Mas esteve quase...

Otávio 4

Muitas dificuldades, porque jogou quase sempre de costas para o jogo e a receber a bola esteve sempre muito pressionado. Numa bola mal colocada (44") criou um desequilíbrio para a sua equipa e, numa reposição (57"), precipitou-se e voltou a criar problemas na defesa.

Matheus Uribe 6

Destruiu muito jogo, lutou no limite, recuperou muitas bolas, dando mais agressividade ao meio-campo. Na ressaca de um remate de Marega (19") tentou a sorte de fora da área, mas a bola saiu por cima. Enquanto teve força foi importante na pressão sobre o adversário e na cobertura, mas a equipa precisava de outras soluções e saiu.

Marega 4

Da sua exibição não resultou muito de realmente produtivo. Com bola teve muitas dificuldades para passar pelos adversários e deixou a paciência dos portistas em franja. De positivo apenas um remate (32"). Mas a equipa pedia mais. Terminou substituído.

Luis Díaz 6

Agita, mas sem o gás que já se lhe viu. É perito a segurar a bola, a irritar o adversário, com aquele futebol provocador, feito de finta curta. Resultou, mas só com o FC Porto por cima, porque até então não tinha conseguido fazer a diferença.

Soares 7

Está a fazer o que se exige a um avançado: golos. Está com o pé quente, já são 11 golos em nove encontros consecutivos a titular. É verdade que só teve de empurrar, depois do grande trabalho de Corona, mas era preciso estar lá e estava. Na defesa, esteve na grande penalidade assinalada sobre Bonatini, mas sem parecer ter cometido infração. Foi um todo-o-terreno e ajudou sempre a equipa.

Manafá 6

Era preciso adiantar Corona para dar mais agressividade ao ataque. Entrou bem para a posição de lateral, cumpriu e até procurou empurrar a equipa para o ataque.

Romário Baró 5

Funcionou bem para segurar a bola, sair da pressão e manter o meio-campo controlado, com a equipa em vantagem.

Vítor Ferreira -

Pouco mais de cinco minutos em campo...

A FIGURA

Corona: 7

Nunca desistir, persistir e acabar a sorrir

Não marcou, mas salvou um jogo que se encaminhava para o empate e para o fantasma das grandes penalidades, quando resolveu entrar pela direita, passar por Florent e cruzar para Soares marcar. Dito assim parece fácil, mas antes disso há muita luta com Davidson, com quem manteve um duelo interessante. Enquanto o fantasista esteve preso ao lado direito da defesa, o FC Porto não conseguiu criar o perigo de que precisava na frente, mas com ele a extremo é outra louça, mexe muito mais, desequilibra e tem pilhas que duram muito. Corona será sempre um dos maiores desequilibradores na frente, mas a verdade é que tem sido útil na defesa. De uma forma ou outra, enquanto ele não desistir, como ontem, o FC Porto vai-se mantendo eficaz pela direita.

António M. Soares