Moreirense

Um atraso na vila desportiva do Moreirense... devido às pedras

Geologia do terreno tem causado muitas dores de cabeça às equipas que trabalham na empreitada

As obras de construção do complexo esbarraram num imprevisto que obrigou os responsáveis a adquirir outro terreno para escoar a pedra que caracteriza o subsolo.

A construção da Vila Desportiva do Moreirense continua em marcha. A conclusão da infraestrutura, que está a nascer a poucas centenas de metros do estádio, não tem ainda uma data definida. O mesmo acontece com a primeira fase, que incluía a construção de dois relvados naturais, que deviam estar a uso desde a pré-temporada. A incerteza em relação à sua conclusão permanece.

Este atraso tão significativo no planeamento da obra deve-se à enorme quantidade e ao volume das pedras extraídas do subsolo no decorrer da terraplanagem. Uma situação que apanhou os responsáveis desprevenidos, em especial o empreiteiro, que teve de fazer face a este contratempo.

No sentido de dar saída a esta situação, os responsáveis do clube decidiram comprar mais uma parcela de terreno, contígua ao estádio, e aproveitar a pedra para aí edificar um muro. Para este local, porém, ainda não foi definida uma finalidade. Uma das alternativas que estão a ser ponderadas é a possível integração deste espaço na profunda remodelação que está a ser projetada para o estádio ou para a construção de mais um sintético.

A Vila Desportiva do Moreirense contemplará três campos de relva natural e um sintético, um edifício com 20 quartos, um refeitório, um ginásio e parque de estacionamento, estando, naturalmente, previstas todas as valências inerentes às necessidades e exigências de um clube de alta competição.

O futuro complexo desportivo estará também disponível para os escalões de formação. O relvado principal terá uma bancada e será utilizado pela equipa sub-23, um projeto assumido pela Direção do Moreirense para a próxima temporada.

Com a Vila Desportiva pronta, as rotinas do futebol profissional passam a estabilizar. Apesar do protocolo atualizado todos os anos com um clube da proximidade - esta época é com o Serzedelo -, o plantel continua a andar com a casa às costas para treinar, em especial nos dias de chuva. A temporada ainda não está a meio, o Moreirense já treinou em Ofir, Vila Chã, Lousada, Ribeirão, Gémeos Castro e no sintético da casa.

Lino Devesas