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Tiago Gomes a O JOGO: "Rescindi, porque não me compensava baixar o salário"

Tiago Gomes, aqui com a camisola do Braga Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

Internacional português, antigo jogador do Benfica e do Braga, está de regresso a Portugal.

Tiago Gomes, André Ceitil e Rafa Miranda rescindiram esta quarta-feira contrato com o Universidade Cluj, emblema da II Liga da Roménia que os tinha contratado no último defeso.

Em entrevista a O JOGO, o internacional português Tiago Gomes, antigo jogador de Braga e Benfica, entre outros clubes, explica o processo que conduziu a este desenlace radical.

A imprensa romena noticiou esta quarta-feira que o Tiago Gomes está de saída do Universidade Cluj. Pode explicar o que aconteceu?

No início da época o clube tinha definido o objetivo de subir de divisão, mas os resultados não estavam a ser os melhores. Ao fim da primeira volta estávamos mal classificados e o clube deixou então de ter o objetivo de subir à I Liga. Então vieram falar com todos os estrangeiros no sentido de rescindir. Inicialmente, a ideia até era mais a de reduzir o salário, pelo menos em relação a alguns. Foi isso que me propuseram a mim, mas eu não aceitei, porque estou aqui sozinho, sem a minha família. Não ia baixar o salário, porque estando aqui sem a família não me compensava passar a ganhar muito menos. E então chegámos a acordo para a rescisão.

Quem são os outros portugueses em questão?

André Ceitil, Rafa Miranda e eu. O Inácio Miguel e o Kay ainda estão em negociações. Até agora ainda não chegaram a acordo.

Quando tinha chegado ao Universidade Cluj?

Em finais de agosto, quando as inscrições já estavam quase a acabar.

E porquê esta decisão agora?

O Universidade Cluj é um clube com uma grande história, tem boas condições e o estádio é muito bom. O objetivo era subir. Mas os jogos não foram correndo como eles pensavam que iam correr e a posição na tabela era, e é, má. Ao que parece também foi por causa dos patrocinadores.

Era um bom contrato?

Não estava a receber mal, a verdade é essa. Não posso dizer que era um mau contrato.

Acertaram as contas todas?

Sim, falei com eles e disse que só assinava a rescisão quando o dinheiro estivesse na minha conta. E foi o que aconteceu. Já está tudo tratado.

Já está em Portugal?

Não, estou ainda na Roménia. Devo regressar a Portugal esta quinta ou sexta-feira.

E o que pensa fazer entretanto?

Agora sou um jogador livre. É continuar a treinar e a manter-me em forma. Vou falar com determinadas pessoas para saber o que poderá aparecer.

Em janeiro?

Sim, isso. Para já vou desfrutar uns dias com a minha família. Depois, é continuar a trabalhar.

Tem um currículo grande, que inclui Braga, Benfica, entre outros...

Sim, o currículo não é mau. E a verdade é que, aos 33 anos, sinto-me bem e em boa forma.

Ainda pensa jogar mais umas épocas?

Sim. Desde que o corpo e a mente estejam bem, ainda dá para fazer mais uns aninhos.

Quer regressar ao futebol português?

Por exemplo. A I Liga portuguesa seria muito bom. Não digo que seja fácil, porque estou numa II Liga. Mas aqui as coisas correram bem, individualmente, e talvez isso possa ajudar.

Rodrigo Cortez