Atletismo

Europeus de crosse: o brilho de Portugal e os elogios à organização

Mariana Machado exibe a medalha conquistada Filipe Amorim/Global Imagens

Portugal alcançou três medalhas de bronze.

Portugal aproveitou bem a atribuição dos Europeus de crosse, que este domingo decorreram no Parque da Bela Vista, em Lisboa, e conseguiu três medalhas de bronze, voltando a ter alguma visibilidade numa especialidade em que já foi potência mundial.

O saldo é amplamente positivo para a Federação Portuguesa de Atletismo, já que ao triplo bronze se junta uma organização muito certa e a escolha de um percurso excelente e difícil, a merecer rasgados elogios da Associação Europeia de Atletismo (EAA).

As três seniores em pista superaram-se - nenhuma podia desistir ou correr abaixo do seu nível - e asseguraram a medalha que escapava já desde 2011.

Promessas de relançamento futuro também há, com os ótimos resultados dos juniores: medalha individual para Mariana Machado, coletiva no setor masculino e ainda o bom quarto lugar de Etson Barros, quase a chegar ao pódio.

Portugal não ganhava qualquer medalha desde 2013, ano do bronze de Dulce Félix, que, aos 37 anos, foi oitava e esteve na Bela Vista para galvanizar Salomé Rocha e Susana Francisco para um muito difícil bronze.

O feito do trio até faz esquecer as muitas ausências da elite portuguesa ainda no ativo, como as antigas campeãs juniores Jéssica Augusto e Inês Monteiro.

Globalmente, a melhoria de resultados foi muito nítida face ao ano passado, quando a regra foi posições abaixo do meio da tabela.

Sem o brilho das mulheres, nem ninguém no top 10, também os homens estiveram melhor e foram agora sétimos.

Os resultados mais discretos vieram da estafeta mista e dos sub-23, mas também aqui em tendência de recuperação, face a 2018.

A nível internacional, a grande figura é Jakob Ingerbritsen, com um impensável quarto ouro em sub-20, um feito que nunca ninguém conseguira antes.

O norueguês, que é campeão europeu de 1.500 e 5.000 metros, e um dos poucos que em termos absolutos se bate com os africanos, até poderia ter competido na prova principal, como queria, e seria favorito, mas foi convencido a fazer o histórico tetra.

Nos seniores, quem defendia o título era o seu irmão Filip, mas sem sucesso. Com uma corrida muito apagada, assistiu à grande surpresa do dia, a vitória do sueco Robel Fsiha, à frente de um antigo campeão, o turco Aris Kaya.

Para a Turquia vai outro destaque, o quarto sucesso consecutivo, no setor feminino, para Yasemine Can.

Vitória britânica na estafeta, enquanto que os ouros individuais de juniores e sub-23 foram, para além de Jakob Ingerbritsen, para atletas da Itália, Dinamarca e França.

No quadro de medalhas, Portugal foi 14.º (três bronzes), num quadro em que a força britânica ser fez sentir forte, com cinco ouros e um bronze.

Em termos de pontos (lugares de primeira a oitavo), é bem mais clara a melhoria lusa, com 32 pontos e o sexto lugar. Também aqui domina a Grã-Bretanha, com 70 pontos, bem à frente dos 44 de Itália e França, 41 de Irlanda e 34 de Turquia.

Redação