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FC Porto um a um na Suíça: um herói renascido resgata dragões

UM A UM - Análise ao desempenho dos jogadores do FC Porto, que venceram o Young Boys (Suíça), por 2-1, em jogo da Liga Europa

FC PORTO UM A UM

Marchesín 5
Fica a ideia de ter hesitado ligeiramente no golo do Young Boys, mas depois redimiu-se ao negar o bis a Fassnacht (22"). Aos 60" assustou os adeptos após um atraso e a terminar foi salvo pelo poste.

Mbemba 4
Começou com duas faltas perigosas: uma esteve na origem do 1-0 e a outra custou-lhe um amarelo. Apareceu pouco no ataque e o único remate que fez esbarrou num defesa.

Pepe 7
Foi a voz de comando no momento de maior nervosismo dos companheiros e durante o assalto final do Young Boys. Aos 90"+1" teve um corte precioso antes dos suíços atirarem ao poste.

Marcano 5
Ficou a queixar-se não se sabe do quê quando Fassnacht lhe surgiu nas costas a fazer o 1-0, mas não claudicou na marcação aos avançados, mormente nos instantes finais.

Alex Telles 6
Irrepreensível no processo defensivo, procurou ser mais um a alimentar os avançados com cruzamentos a partir da esquerda, mas estes nem sempre lhe saíram bem. Bateu o canto do 2-1.

Danilo 7
Foi um verdadeiro relógio... suíço, com desarmes no momento certo e interceções importantes para travar os helvéticos. Feroz nos duelos individuais (ganhou quase todos), teve um disparo para fora.

Loum 5
Livre para se aventurar em terrenos mais adiantados, devido ao recuo de Danilo, pouco ou nada acrescentou em termos ofensivos. Tentou um remate de longe que saiu ao lado.

Otávio 6
Algo intermitente, embora tenha estado ligado a algumas boas jogadas. Aos 25", por exemplo, isolou Marega e, aos 76", iniciou o desenho do lance do golo do empate.

Corona 7
Foi durante largos minutos dinamizador do ataque portista, principalmente quando pisou terrenos à esquerda (também passou pela direita). Aos 55" e aos 68" viu Van Ballmoos negar-lhe os festejos. A primeira foi uma grande jogada.

Marega 6
Deu os primeiros sinais de inconformismo, mas esbarrou no guarda-redes em duas ocasiões e num defesa outra. Foi dele a assistência para o golo do empate. Fica a ideia de ter sofrido penálti na primeira parte.

Manafá 6
Viu um amarelo na primeira ação relevante, mas deu outra dinâmica ofensiva a um flanco direito carente.

Luis Díaz 5
Foi mais ativo no auxílio defensivo do que a desequilibrar a frente.

Diogo Leite 6
Ajudou a segurar a vantagem.

A FIGURA
Aboubakar 8

Não há jogador do FC Porto que tenha sofrido tantos infortúnios com as lesões nas últimas épocas do que Aboubakar. Mas, ontem, o internacional camaronês teve uma oportunidade soberana para sacudir o mau-olhado e não vacilou. Mais de um ano depois voltou à titularidade e fez dois golos que impediram os dragões de cair da Liga Europa, com dois remates na zona do matador, e nunca se escondeu do jogo. Pelo contrário. Foi uma delícia para o adepto vê-lo jogar em apoios, recebendo de costas, aguentando a pressão e entregando-a sempre jogável. A confiança era tanta, que a acabar até tentou um chapéu do próprio meio-campo. Renasceu um herói.

Bruno Filipe Monteiro