ENTREVISTA (parte 2) - Reconhece qualidade aos reforços para a sua posição, mas são as defesas do argentino Marchesín que o levam a dizer que o FC Porto acertou em cheio
Argelino, atual jogador do Al-Rayyan (Catar) não esconde a surpresa pelo afastamento da Liga dos Campeões, mas destaca a importância do triunfo na Luz, que evitou que o Benfica cavasse um fosso na tabela e deu moral aos portistas
Os jogos do FC Porto são seguidos por Brahimi a par e passo e já há um jogador pelo qual não disfarça a admiração devido às suas "enormes" defesas: Marchesín. O extremo também destacou as qualidades de Luis Díaz, que ainda espera ver crescer na posição que já foi dele.
Já viu Marchesín jogar, o que achou?
- Sinceramente, pelo que vi, tem sido impressionante. Tem feito grandes jogos e defesas enormes. O FC Porto fez a escolha certa e só espero que continue a render ao mesmo nível, porque tem feito coisas muito boas.
Para a sua posição contrataram Luis Díaz...
- É igual, embora ainda precise de o conhecer melhor, parece muito bom. É jovem e com qualidade suficiente para dar muito ao FC Porto. Ainda vi pouco, talvez seja difícil avaliá-lo com justiça, mas sim, tem tudo para trazer fantasia ao jogo. Espero que brilhe.
Nakajima é outra opção que também pode ajudar...
- O FC Porto é um clube onde há sempre muita concorrência. Não é fácil ser titular. Recordo mais o Nakajima que conhecia no Portimonense e é verdade que é um jogador impressionante, tem qualidade, mas terá de trabalhar, porque jogar ao nível do que se exige no FC Porto não é fácil.
Surpreendeu-o o afastamento do FC Porto da Liga dos Campeões?
- Sim, muito. É um clube habituado a jogar na Champions. Deve ter sido um golpe duro de encaixar, porque é uma equipa de Champions. Talvez consigam fazer um bom percurso na Liga Europa e acabe por ser uma coisa boa, porque têm qualidade para a ganhar.
Que efeitos pode ter esta vitória sobre o Benfica, na Luz?
- Para mim já era um jogo chave, porque se o Benfica ganhasse ficava com seis pontos de avanço na corrida ao título e seis pontos são sempre complicados de recuperar na liga portuguesa seja no início, a meio, ou no fim. Para mim foi muito importante que tivessem vencido, porque moralmente devolveu confiança ao FC Porto, o que é sempre importante, e ao mesmo tempo desferiu um golpe duro no Benfica.
"Derrota na Taça de Portugal foi difícil de engolir"
O Sporting deixou dois amargos de boca ao FC Porto na época passada ao derrotar os azuis e brancos na final da Taça da Liga e na final da Taça de Portugal. Mas foi esta última, no Jamor, que mais doeu aos portistas, diz Brahimi.
"Foi muito complicado de digerir e de engolir", reconheceu, apontando como decisivas as duas derrotas com o Benfica no campeonato para explicar o fracasso na corrida ao título. "Perdemos seis pontos com um adversário direto na corrida ao título, mas houve ainda a derrota em casa com o V. Guimarães que também fez mossa".
O extremo reconheceu que Bruno Lage "fez bem ao Benfica, que recuperou a confiança", numa liga em que se torna "difícil recuperar os pontos que se perdem".
Sobre Casillas: "Reagimos como uma família para o ajudar"
O final da temporada passada ficou marcado pelo enfarte do miocárdio que afetou Casillas. Os efeitos no plantel foram grandes e Brahimi contou de que forma tentaram reagir. "Foi muito complicado. Mexeu com todos nós, porque podia ter acontecido a qualquer um. Tentámos fazer tudo por ele, apesar do que sentimos. Reagimos como uma família para o ajudar", frisou.