I Liga

Sporting-Braga um a um: herói do lado do leão e três diabos arsenalistas

. Álvaro Isidoro / Global Imagens

Confira as notas atribuídas por O JOGO aos jogadores de Sporting e Braga na vitória, por 2-1, dos leões sobre os minhotos em Alvalade.

SPORTING UM A UM

Thierry Correia 5

Dois bons cortes nas melhores ações defensivas que protagonizou, aos 12" e 34", evitaram lances de perigo para o sector mais recuado. Pouco afoito em termos ofensivos, tremeu quando pressionado, revelando que continua a jogar sobre brasas. Pouco consistente.

Coates 6

Esteve perto do golo em duas ocasiões, ambas no mesmo minuto 16, forçando numa delas Matheus a defesa apertada após um cabeceamento forte. Algumas desatenções defensivas, como aos 32", em que deixou escapar Fransérgio nas suas costas - valeu o cabeceamento deste por cima. No lance do golo bracarense não foi bem sucedido na sua ação defensiva no inicio da jogada.

Mathieu 6

Bateu de frente com Hassan, travando um duelo intenso e que nem sempre conseguiu vencer. Porém, não comprometeu e em alguns lances, como aos 56", deu o corpo à bola, evitando que os remates contrários fossem à baliza. Acabou o jogo a fazer sprints e dobras importantes.

Acuña 6

Colocou toda a sua experiência ao serviço do coletivo no momento de sair a jogar sob pressão. Bem a definir as transições pelo flanco. Corte importante aos 55", quando na pequena área já tinha um rival pronto a cabecear para a baliza.

Doumbia 7

Sempre que teve de impor-se pelo físico saiu por cima, tal como em algumas recuperações vistosas. Confiante, esteve em plano elevado em duas transições com posse, aos 28" e 50", merecendo aplausos pela forma como recuperou, tirou um par de adversários do caminho e ainda soube entregar limpo ao colega.

Wendel 6

Excelente finalização a abrir o marcador após combinação com Luiz Phellype. Oscilou entre os momentos de clarividência em posse, conduzindo bem a bola, com os de menor esclarecimento, em que sobressaiu na definição inconsequente do passe. Lutou até estoirar fisicamente.

Bruno Fernandes 7

Inventou o golo que valeu os três pontos ao recuperar a bola perante a passividade de Claudemir, entrando com velocidade na área, driblando Bruno Viana e rematando na passada para o fundo da baliza de Matheus. Teve mais algumas aproximações à baliza contrária, mas sem o mesmo acerto. Exagerou nos protestos com as decisões da equipa de arbitragem.

Raphinha 5

Deixou Bruno Fernandes na carreira de tiro aos 5", esteve no início da jogada do primeiro golo e aos 61" forçou Matheus a defesa apertada. Quanto ao resto... inconsequente, marcado por momentos de excesso de confiança.

Diaby 4

Definiu mal, no passe e nas transições como se viu aos 58" - de tal forma que Mathieu levou os braços ao ar. Aos 37" inventou com um passe de risco para a sua pequena área e levou uma reprimenda.

Luiz Phellype 5

Fez a assistência para o golo de Wendel, tentou colocar agressividade na disputa da bola, mas nem sempre com benefícios para a equipa. Aos 50" esteve no centro das atenções, primeiro com um remate torto e por cima, depois de forma frouxa perante a saída de Matheus.

Neto 5

Dois ou três cortes importantes nos últimos minutos.

Vietto 5

Mal entrou roubou a bola e arrancou dois amarelos.

Eduardo 5

Uma recuperação e um remate.

A FIGURA

Renan 8
Três paradas colocaram-no como herói

Se o Sporting saiu do encontro de domingo com apenas um golo sofrido bem pode agradecer ao guarda-redes brasileiro que, na primeira parte, fez três defesas quase impossíveis, aos 30", 39" e 40". Hassan saiu em branco à sua custa. Mais tarde, no segundo tempo, novas intervenções apertadas, negando bolas de golo a Wilson Eduardo, aos 53", e Pablo, aos 65". Ainda tocou na bola rematada por Wilson Eduardo, aos 73", para o fundo da sua baliza, mas acabou por ser impotente. Seguro, apenas se viu em momentos de insegurança quando provocados pelos colegas. Atento e tranquilo a jogar com os pés.

BRAGA UM A UM

Matheus 7

Sem culpas nos golos de Wendel e Bruno Fernandes, revelou-se um osso muito duro de roer. O próprio Bruno Fernandes foi testemunha disso em três ocasiões flagrantes (5", 38" e 69"), com o guarda-redes a opor-se aos remates com enorme segurança. O poder magnético do brasileiro estragou ainda os planos a Coates, Luiz Phellype (saiu dos postes para fazer uma oportuna mancha) e Raphinha.

Ricardo Esgaio 6

Em boa forma, pareceu chegar e sobrar para todas as encomendas. Atento às movimentações de Acuña e Doumbia, nunca parou de alimentar o ataque.

Bruno Viana 5

Demorou algum tempo a aquecer e acabou por não ter velocidade para compensar a asneira de Claudemir no lance do golo de Bruno Fernandes. No segundo tempo, regressou, por fim, ao habitual nível (elevado) exibicional.

Pablo Santos 6

Intratável na marcação a Luiz Phellype e não só, deu o exemplo aos companheiros da defesa, preenchendo bem os espaços e encarando cada duelo individual como se fosse o último. Num golpe de cabeça, só não marcou golo por "culpa" de Renan.

Sequeira 6

De volta à equipa (não havia jogado contra o Brondby), esteve em quase todas, não concedendo grandes veleidades a Thierry Correia e Diaby. No plano ofensivo, garantiu uma mão cheia de bons cruzamentos.

Claudemir 5

Chegou a lidar bem com a pressão alta inicial do Sporting... até cometer um erro fatal em zona proibida: demorou a soltar a bola, foi desarmado por Bruno Fernandes e este arrancou para o segundo golo. Não baixou, porém, os braços.

Fransérgio 7

Depois de ter ficado parcialmente ligado ao golo de Wendel com um mau alívio, chegou a pincelar o relvado de lances de génio e só não faturou por uma questão de centímetros (fez duas bolas sobrevoar a barra) e também porque Renan estava em noite inspirada.

André Horta 6

Um fura-bolos para qualquer ocasião. Incansável a meio-campo, sempre com a intenção de criar linhas de passe para os companheiros da frente, ainda ameaçou o golo num remate de fora da área.

Wilson Eduardo 7

Talhado para grandes jogos e prático a decidir cada lance, converteu em golo uma bola devolvida pelo ferro, após remate de Ricardo Horta. Os leões suspiraram de alívio quando foi substituído.

Ricardo Horta 7

É uma espécie de Stradivarius na admirável orquestra do Braga. Com uma fiabilidade impressionante, deu música ao adversário, ora criando lances de perigo, ora aparecendo a rematar. Com um remate ao poste, precipitou o golo de Wilson.

Hassan 6

Uma noite em branco não costuma ser um bom registo para um avançado, mas o egípcio tem do seu lado uma incontornável atenuante: Renan. Com defesas estrondosas, o guardião negou dois golos cantados ao avançado.

Paulinho 5

Entrou cheio de vontade, mas faltaram-lhe oportunidades, numa altura em que o Sporting plantava o máximo de jogadores na retaguarda.

Murilo 5

Tentou imprimir velocidade no jogo dos bracarenses e causar desequilíbrios, primeiro pelo centro e depois sobre a direita. Valeu pelo esforço.

Galeno 5

Com bom toque de bola e muito imprevisível, entrou demasiado tarde.

Rui Miguel Gomes/Pedro Rocha