O treinador do Benfica escolheu apresentar em Zagreb uma equipa de segundas escolhas e só não tem a eliminatória em risco porque este Dínamo está longe de ser uma grande equipa
O Benfica que se exibiu e perdeu em Zagreb não foi uma equipa de recurso, mas uma escolha consciente num quadro de risco calculado. Bruno Lage tem prometido oportunidades a todos e vai cumprindo, mas sabe que, por igual tratamento que lhes dispense, os jogadores não são todos iguais. Há sempre uns mais iguais do que os outros. Por isso mesmo Pizzi e André Almeida ficaram em Lisboa, Samaris não saiu do banco, Rafa entrou a meio da segunda parte.
As prioridades do Benfica estão mais do que definidas. O objetivo é o campeonato e o treinador vai poupando os mais difíceis de substituir e gerindo o plantel tentando não sofrer demasiados danos colaterais. A formação é uma bandeira, pode até ser um farol para o futuro, mas por ora é um processo em curso cuja sobrevalorização poderá causar amargos de boca. Ter dificuldade em ligar dois passes seguidos frente a um adversário mediano como o Dínamo Zagreb não é o melhor cartão de visita, nem para a equipa nem para aqueles que nela entraram no programa das oportunidades para todos. Pelo contrário, é um aviso para quem o quiser entender. Bruno Lage foi a mínimos e conseguiu que a equipa saísse viva desta aventura na Croácia por duas razões: tem um grande guarda-redes e o adversário está longe da valia propagandeada nos últimos dias.
O resultado é perigoso mas a real diferença entre as equipas, se o Benfica decidir usar a melhor, continua a apontar para a passagem da eliminatória. De qualquer modo, a lesão de Seferovic é para o treinador do Benfica bem mais preocupante do que o resultado. E estará a bendizer a hora em que decidiu deixar Jonas em casa.