Taça de Portugal

O um a um do Montalegre-Benfica: Tiago a encantar e Conti a mandar

Confira as notas atribuídas por O JOGO aos jogadores do jogo da Taça de Portugal que acabou com a vitória dos encarnados (0-1)

MONTALEGRE

Tiago e Paulo Roberto encantaram até as bruxas

David Carvalho 5
Defendeu-se como era possível, sem se intimidar com as camisolas vermelhas. Terminou a partida com queixas musculares.

Vítor Pereira 5
Cortes determinantes e sem ceder à tentação do pontapé para a frente.

Vítor Alves 6
Jogou com bravura e inteligência dignas do capitão de Abril cujo nome ostenta. Defendeu e fez jogar.

Zack 5
Fez todo o corredor esquerdo, ameaçou a área de Svilar e saiu a sete minutos do fim, exausto.

Lio 6
Bom desempenho na defesa do meio-campo, foi obstáculo à fluidez adversária.

Tavares 5
Tentou o remate de fora da área e procurou apoiar os avançados.

Márcio Ferrari 6
Bons pés e boas ideias, rápido a encontrar espaço para desequilibrar: aos 7" cabeceou e criou a ilusão de golo.

Prince 6
Embora sem a exuberância de Zack, teve bons pormenores no flanco direito.

Gabi 5
​​​​​​​Discreto a repartir-se entre o apoio aos médios e a luta com a defesa encarnada.

Paulo Roberto 6
​​​​​​​Esteve nos lances de maior perigo do Montalegre, a rematar e a assistir.

Zangão 5
Atirou de longe, por cima, a ameaçar o prolongamento,

Álvaro 5
Ficou a defender o flanco esquerdo, mas ainda tentou o chapéu (77").

Roberto 4
​​​​​​​Último suspiro pelo prolongamento.

A FIGURA

Tiago Guedes 8
Segurou a ilusão

O guarda-redes Tiago Guedes teve uma noite inesquecível. Perdeu, com um golo na sequência de um canto em que alguém falhou a marcação a Conti e o deixou sem margem para milagres, mas colecionou uma série de intervenções que mantiveram na margem mínima a diferença entre o oitavo classificado da Série A do terceiro escalão e o Benfica. A mais espetacular delas foi aos 59", quando roubou um golo feito a João Félix.

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BENFICA

Conti mais forte a mandar no ar

Svilar 5
Viu a bola rondar por vezes a sua zona de ação com algum perigo, mas não foi obrigado a qualquer defesa de grande dificuldade.

Corchia 6
Depois de uma primeira parte mais apagada, subiu mais no terreno na etapa complementar, apoiando melhor o ataque e ameaçando até o golo.

Conti 7
Decidiu a partida com uma cabeçada certeira, na sequência de um canto, e só não bisou porque Tiago Guedes não o permitiu. Fulcral na frente, limpou em zonas recuadas com eficácia.

Jardel 6
Seguro e sem falhas na defesa, desequilibrou na frente nas bolas paradas e quase marcava.

Yuri Ribeiro 6
Fez uma exibição ao contrário do colega do flanco oposto. Começou por ser um dos mais ativos no ataque, mas no segundo tempo preocupou-se mais a nível defensivo, cortando várias bolas.

Alfa Semedo 6
Nem sempre com o melhor apoio por parte dos dois médios à sua frente, teve de correr quilómetros, acorrendo a vários fogos e limpando caminho em várias investidas por parte do Montalegre.

Gabriel 4
De regresso à equipa, foi dos que mais evidenciaram problemas com o relvado, não conseguindo soltar a bola com eficácia para os colegas. Mostrou ainda lentidão nos processos.

Krovinovic 5
Segunda partida completa por parte do médio croata, que não escondeu, porém, alguma irregularidade na construção de jogo.

Zivkovic 7
Os melhores lances ofensivos do Benfica passaram por ele, nomeadamente no que diz respeito às bolas paradas. Ofereceu o 1-0 a Conti e esteve perto de somar mais assistências também para Jardel, Seferovic ou João Félix.

João Félix 5
Ainda que nem sempre com a velocidade devida, foi capaz de encontrar espaços e linhas de passe. Pecou, contudo, na finalização, quando apareceu na cara de Tiago Guedes.

Seferovic 5
Mal servido pelos criativos encarnados, mesmo assim ainda viu Tiago Guedes negar-lhe um golo.

Cervi 4
Bem longe do que havia feito o seu antecessor em campo. Raramente superou a defesa do Montalegre.

Gedson 4
Entrou para refrescar o miolo e dar-lhe mais força, mas nem ele foi capaz de oferecer a tranquilidade definitiva à equipa.

Castillo -
Escassos minutos em campo, para refrescar o ataque, mas sem bola e fugindo aos duelos.

Mónica Santos / Marco Gonçalves