Ciclismo

Chineses podem substituir patrocínio da Sky

. EPA

Responsável pelo projeto de uma equipa chinesa de topo prevista para 2020 está interessado em juntar-se aos britânicos.

Tim Kay é o CEO do Chinese Global Cycling Project e está a tentar criar uma equipa chinesa que entre diretamente no World Tour em 2020, mas a saída da Sky do ciclismo, dentro de um ano, leva-o a equacionar uma junção de forças com o grupo que possui Chris Froome e Geraint Thomas como nomes mais sonantes.

"Ainda nada foi falado, mas é uma oportunidade para levar a sério", disse Kay ao site Cyclingnews, pouco incomodado com o orçamento de 40 milhões de euros anuais da equipa britânica. "A esse nível terá de se encontrar algo como a Amazon. Mas esta já controla o mercado, para que irá gastar dinheiro em publicidade? É por isso que a China representa uma grande oportunidade, eles querem entrar em grandes mercados", explicou.

O projeto asiático tem como meta levar um corredor chinês a ganhar a Volta a França até 2024, o que não parece fácil, mas também a criação de uma equipa de topo do país tem sido adiada. Em 2017, a Lampre, já com Rui Costa, previa transformar-se na chinesa TJ Sports e foi já com a época quase a arrancar que a UAE Emirates salvou a equipa, pois os chineses haviam desaparecido de forma súbita...

Garantido, para o futuro da equipa que só terá o nome Sky até ao final de 2019, está o apoio da Pinarello. O fabricante e fornecedor de bicicletas garante ainda um patrocínio de quatro milhões de euros anuais, equivalente a um décimo do orçamento atual da formação que venceu oito Grandes Voltas nas últimas sete épocas - seis com Chris Froome, uma com Bradley Wiggins e outra com Geraint Thomas.

Carlos Flórido