Opinião

A atitude alivia a pressão

JOGO FINAL - A resposta dada pelo FC Porto à necessidade de ganhar prova que a receita é simples: pôr o querer ao nível da capacidade técnica

O FC Porto na versão Ano II de Sérgio Conceição está ainda aquém do brilho exibicional conseguido em alguns períodos da caminhada para o título, mas mantém intacta a premissa que lhe permitiu ser campeão: a atitude. Ontem, demonstrou-o de forma inequívoca.

O Braga seguia na frente e empatou em Guimarães; o Benfica estava colado aos bracarenses, perdeu com o Belenenses e ficou a um ponto; ou seja, a bola ficou do lado do FC Porto para voltar ao primeiro lugar, com a pressão inerente à obrigação de ganhar. E havia mais uma particularidadezinha a juntar: apesar do robusto triunfo conseguido na Taça de Portugal e da importante vitória em Moscovo para a Champions, no último jogo a contar para a I Liga os portistas tinham perdido na Luz. Como se percebe, não faltavam ingredientes para aguardar o FC Porto-Feirense, sabendo-se ainda que a equipa de Santa Maria da Feira tinha sofrido apenas três golos. Um feito notável.

A linha apresentada pelo técnico anunciou a intenção portista. A forma como a equipa entrou em campo, com uma determinação demolidora fez toda a diferença. Torna-se inevitável lembrar tempos em que equipas se calhar dotadas de mais talento encaravam os desaires dos opositores com sobranceria e acabavam a imitá-los. Por isso se falou tanto até há um ano da necessidade de recuperar o famoso modo de "jogar à Porto", que é tão simplesmente pôr a atitude ao nível da capacidade técnica.

Redação