Uma goleada para os ingleses e pouco crédito para os vencedores

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Ao contrário do que acontece atualmente, a equipa norte-americana era composta por jogadores semiprofissionais, visto que o futebol está longe de ser o desporto-rei naquele país
A 29 de junho de 1950, os Estados Unidos da América bateram a Inglaterra, por 1-0, num jogo da fase de grupos do Mundial do Brasil. Ao contrário do que acontece atualmente, a equipa norte-americana era composta por jogadores semiprofissionais, visto que o futebol está longe de ser o desporto-rei naquele país. Ainda menos o era naquele tempo. O próprio selecionador, Bill Jeffrey, admitiu na altura que a sua equipa "não tinha qualquer hipótese", conta Geoffrey Douglas no livro "O Jogo da Vida Deles". Mas a realidade foi outra e a vitória caiu para o lado dos 'yanks'.
Os ingleses, um dos favoritos a levantar o troféu naquele ano, nem queria acreditar no que tinha acontecido. Tanto que protestaram o jogo, alegando que os EUA tinham formado uma equipa com jogadores de outras nacionalidades, tal era a descrença no facto de perderem mesmo um duelo com a seleção daquele país. A FIFA investigou a denúncia e nada se provou, pelo que o resultado foi válido.
Esta partida deu muito que falar no Velho Continente, porém o país vencedor pouco ouviu sobre o assunto. Havia apenas um jornalista dos EUA a cobrir o evento, segundo relatos, e a vitória história sobre a Inglaterra ficou anónima para a maioria da população.
De referir também que as duas seleções caíram numa fase precoce. Naquele Mundial, apenas o primeiro classificado de cada um dos quatro grupos passava à fase final. A Espanha venceu a 'poule', enquanto Inglaterra, Chile e EUA ficaram pelo caminho.
