
Adorado no Uruguai, Hector Castro recebeu a alcunha de "divino maneta" ("El Divino Manco", em espanhol) e tornou-se numa figura incontornável dos primórdios do Campeonato do Mundo.
Nascido em 1904, em Montevidéu, capital do Uruguai, Hector Castro foi um avançado que representou o seu país em 25 ocasiões, apontando 18 golos, incluindo o primeiro da "Celeste" num Campeonato do Mundo, em 1930, frente ao Peru (1-0). Marcou ainda o golo que selou a vitória uruguaia na final desse inédito Mundial (4-2), diante da Argentina.
Estes feitos já são mais do que suficientes para colocar o nome de Castro nos livros de história do Mundial, mas falta um pormenor. É que o antigo avançado fez isto e muito mais (a nível de seleções, venceu também duas Copas América e os Jogos Olímpicos de 1928) sem um... braço. Isso mesmo, quando tinha 13 anos, Castro estava a cortar lenha com uma motosserra elétrica, acabando por amputar acidentalmente o braço esquerdo. A tragédia não o impediu de ser jogador de futebol, pelo contrário.
Relatos da época asseguram que o rebelde Castro - lidou com vícios de álcool e apostas - nunca aceitou tratamento especial e até usava a debilidade a seu favor, apoiando-se em adversários para executar cabeceamentos, por exemplo. Adorado no Uruguai, o avançado recebeu a alcunha de "divino maneta" ("El Divino Manco", em espanhol) e tornou-se numa figura incontornável dos primórdios do Campeonato do Mundo, para além de protagonista de uma incrível história de superação.
