Do inferno à glória: condenado por viciação de resultados e herói no Mundial'82

Paolo Rossi foi o melhor marcador e o melhor jogador da prova, tornando-se num herói italiano e fazendo esquecer o esquema de viciação de resultados em que esteve envolvido
Na década de 70, Paolo Rossi era um dos grandes avançados do futebol europeu, brilhando pelo Vicenza e pelo Perugia. Mas em 1980 a carreira do internacional italiano poderia ter acabado. Envolvido num enorme escândalo e condenado por um esquema de viciação de resultados, quando representava o Perugia, Rossi foi banido do futebol por dois anos. Chegou então 1982, ano do Mundial da Espanha, e o selecionador Enzo Bearzot surpreendeu toda a gente ao convocar o jogador da Juventus (foi contratado em 1981, apesar de estar a meio do castigo). E o resto foi uma bela história de superação.
O início foi difícil, devido à má forma do jogador, e não marcou em nenhum dos três jogos da fase de grupos. Mas tudo mudou no último jogo da segunda fase de grupos (algo que não existe nos dias de hoje). A Itália venceu o Brasil com um hat-trick de Paolo Rossi, por quem os italianos não nutriam qualquer simpatia devido à polémica de 1980. Nas meias-finais, frente à Polónia (2-0), marcou mais duas vezes e na final, diante da Alemanha Ocidental (3-1), fez o gosto ao pé em mais uma ocasião.
Conclusão: Paolo Rossi foi o melhor marcador e o melhor jogador da prova, tornando-se num herói italiano e fazendo esquecer o esquema de viciação de resultados em que esteve envolvido. Brilhou na Juventus e ainda passou pelo Milan e pelo Hellas Verona, antes de pendurar as botas, em 1987.
