
Rúben Amorim
Declarações de Rúben Amorim após o Sporting-V. Guimarães (3-0) da 30.ª jornada da I Liga
Análise ao jogo: "Do jogo gostei de muitas coisas, acima de tudo a capacidade de não deixarmos o Vitória criar perigo. Isso podia criar ansiedade. Controlámos, mas quisemos jogar pela certa. Fomos sempre a equipa mais perto do golo, conseguimos marcar um e depois numa excelente jogada o segundo. Na terceira parte o Vitória estava a cair e marcámos o terceiro. A partir daí foi controlar. Gostei da competência de perceber os momentos do jogo e da seriedade no encontro. Assim como o apoio do público. Saímos de Alcochete e em todas as rotundas temos gente a apoiar. O ambiente está incrível. Mas acho que ainda conseguimos fazer melhor. É o que digo à equipa."
Comparação com a equipa do último título e a mensagem que passava na altura: "Contexto completamente diferente. Vínhamos de quarto lugar, mas com muitos que nunca tinham jogado na equipa principal. Vínhamos de contexto muito difícil. Quando se ganha tudo se esquece. Este contexto é diferente, temos equipa mais forte. Viemos de ser vice-campeões e descemos para quarto. Senti que tínhamos de dar uma resposta muito forte. Mudei porque senti equipa mais forte e porque o contexto pedia uma mensagem diferente. No primeiro ano criámos vantagem de dez pontos, o discurso dentro era de 'vamos ser campeões'. Este ano estivemos sempre a lutar com um ponto de vantagem e a equipa foi mais consistente do que essa foi na parte final. Prova que é mais forte."
O futuro: "Tenho contrato. Mudar o paradigma estamos a mudar, mas é uma coisa mais longa na história. Seria bom não ter aquela diferença entre campeonatos. Nada mudou. Vou estar cá para a semana."
Entusiasmo: "Todos os dias temos camisola nova, estão-se a vender bem. Tudo está a crescer e tem de ser sustentado com resultados."
St. Juste no onze: "Tem a ver com a velocidade dele. Tivemos muitos problemas em Guimarães na profundidade. Com bolas paradas e transições o Vitória é muito perigoso."
Bragança: "Levou uma pancada, tem de usar uma ligadura. Tem feito trabalho incrível, vou escolhendo com o que o jogo pede. A evolução dele, depois de um ano parado... havia muitas dúvidas. Desde a pré-época, e como acabou na época passada, já tínhamos noção do que podia acontecer. Agarrou a oportunidade, tem capacidade de trabalhar muito e está a colher os frutos. Tem de liderar, tem a ver com a confiança, até parece que parece maior dentro do campo pela confiança que está a demonstrar. Esperamos muito do Dani."
O Vitória: "Em relação aos jogadores do Vitória valem muito pela equipa que são. O talento do Tiago, a profundidade do Jota, o Kaio, o Nélson é habilidoso, não tinham o Mangas que tem influência... O Afonso joga com os dois pés e lança por trás a profundidade. O Jota que não jogou de início é o mais perigoso e estávamos preparados para isso."
Estratégia: "Foi a velocidade da bola, demorámos muito tempo, demorámos a vascular. O Seba tem de levar até ao meio-campo para não jogarmos com a equipa partida. Pote acertou posicionamento. Dificuldade de uma equipa que defende bem, tem boas transições e preenche o espaço. Depois tem menos capacidade para chegar à frente e criar perigo e foi o que aconteceu."

