
Artur Jorge (Créditos: Vítor Silva/BFR)
ENTREVISTA, PARTE II - Treinador abordou as dificuldades de orientar uma equipa num país “enorme” como o Brasil. Artur Jorge admite que muita gente não acreditava na passagem do Botafogo da fase de grupos da Taça dos Libertadores e que foi um desafio implementar o habitual sistema tático no plantel.
Acreditava na conquista da Libertadores? O Botafogo não começou da melhor forma...
-De facto, foi uma campanha dura. Estar na equipa que fez dois play-off para chegar à fase de grupos... Eu só peguei na equipa na fase de grupos, na qual tivemos um arranque difícil. Não fiz o primeiro jogo, fiz o segundo, mas perdemos os dois primeiros desafios. As nossas probabilidades de passar à fase de grupos eram, para praticamente toda a gente, nulas. Tivemos uma capacidade de superação, mesmo perante a adversidade. A nossa primeira grande vitória foi, de facto, passar a fase de grupos. Depois, a coragem de poder jogar com três colossos desta competição [Palmeiras, São Paulo e Peñarol], todos eles já vencedores, e que seriam atualmente candidatos. Nos seis jogos que fizemos, fomos superiores em todos eles, vencemos e ultrapassámos cada uma das etapas de uma forma justa para chegar à final. Um jogo de tudo ou nada, no qual a equipa demonstrou todo o potencial, caráter, coragem e competência para ganhar.

