Castigo a Brahimi tem de ser claro

Castigo a Brahimi tem de ser claro
José Manuel Ribeiro

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O melhor jogador de um dos candidatos sai de cena em circunstâncias invulgares e inquietantes para os adeptos. FPF está obrigada a transparência total

No momento da decisão do campeonato, o melhor jogador de um dos dois candidatos foi expulso do banco e suspenso por dois jogos. O motivo do cartão vermelho não foi claro na televisão e não ficou mais transparente quando o Conselho de Disciplina descreveu no mapa de castigos uma situação apenas igual a outras que os árbitros costumam ignorar, até quando falam a mesma língua do infrator. Isto não significa que as ações de Brahimi não justifiquem, eventualmente, este carácter de exceção; significa que tudo deve ser feito, na FPF, para esclarecer o caso ao pormenor e defender a sua isenção perante os portistas. Obviamente, as palavras no Facebook do quarto árbitro, responsável pela expulsão, fazem parte desses esclarecimentos obrigatórios. A suspeição de que tanto se fala e a desconfiança nas instituições começam assim, em processos obscuros que continuam obstinadamente obscuros até tudo ser negro quando se olha para trás. Não há pior para o futebol do que a sugestão de um duplo critério e neste exemplo há duas: a do cartão vermelho em si, mas também a do silêncio da FPF, que contrasta com a pronta resposta dada ao Benfica, sempre que da Luz saiu algum suspiro. Podemos assumir que esta interpretação que faço de alguns factos seja falaciosa e que há apenas uma coincidência de timing entre as ações da FPF e as angústias públicas do Benfica (admito isso, claro); o que ninguém pode negar é o desânimo que ela causa nos adeptos de futebol não benfiquistas. Ao que ouço dizer, ainda há um ou dois por aí.