Sexta-feira Santa

Jorge Maia

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O Benfica ganhou mais uma final e transferiu a pressão para o FC Porto que, hoje, tem de ir a Braga ganhar se quiser forçar o líder a correr riscos em Alvalade

Dificilmente podia ter sido mais Santa, a sexta-feira do Benfica. Os encarnados dominaram o Marítimo, acabaram por ver os madeirenses cometer hara-kiri com o autogolo de Luís Martins e resolveram a partida ainda antes do intervalo com dois golos de Jonas.

Até considerando a forma como os madeirenses têm sido regularmente atropelados na Luz, não é fácil imaginar o que podiam ter feito se tivessem beneficiado do tempo de descanso que Daniel Ramos passou a semana a reclamar. Ainda assim, não é difícil admitir que começar a semana com um jogo segunda-feira à noite e terminá-la com outro na sexta-feira à tarde, ainda por cima com uma viagem pelo meio, há de fazer alguma mossa. Macio e desconcentrado como se apresentou, o Marítimo foi o adversário ideal para um Benfica a precisar de uma exibição autoritária para recuperar balanço nas vésperas da deslocação a Alvalade.

Rui Vitória aproveitou para gerir a equipa na segunda parte, poupando Jonas a esforços desnecessários e Pizzi ao risco do famoso quinto amarelo, e transferiu a pressão toda para o FC Porto. Se quiser ver o líder jogar contra o Sporting sob a pressão da vantagem mínima, forçado ao desconforto de assumir a iniciativa no dérbi para segurar a liderança, os dragões têm de ir a Braga vencer esta noite. A sexta-feira foi Santa. Resta saber se o sábado é de Aleluia.