Punição indireta

Jorge Maia

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Foram os árbitros a pagar pela entrada de Eliseu

1 Afinal, o caso Eliseu teve consequências disciplinares. Não para o jogador, como já todos sabemos, mas para os árbitros que não viram ou fecharam os olhos ao lance. Sim, há uma diferença entre não ver e fechar os olhos. Rui Costa, o árbitro, não terá visto; Vasco Santos, o videoárbitro, não pode alegar o mesmo. O próprio admitiu ter visto o lance de vários ângulos diferentes, para concluir, contra a opinião do próprio CA, tratar-se de um lance normal, o que explicará o facto de, mais uma vez, não ter sido nomeado como VAR - o árbitro do Porto ainda não fez as provas físicas pelo que apenas pode desempenhar funções de videoárbitro - para nenhum dos jogos do próximo fim de semana. Rui Costa, em contrapartida, saltou da jarra para apitar, mas na II Liga. É verdade que Eliseu se terá ficado a rir, mas não deixa de ser um bom sinal que uma entrada assim não passe sem punição. À atenção dos árbitros.

2 A seleção nacional de hóquei em patins venceu o Europeu com seis vitórias em seis jogos, 54 golos marcados e quatro sofridos. Ao fim de três jogos no Mundial, a mesma equipa - só Pedro Henriques não esteve no Europeu - regista duas derrotas e uma vitória, dez golos marcados e 14 sofridos. Os jogadores e o selecionador são os mesmos, sendo inevitável perguntar o que mudou e não, o facto de o Mundial se disputar na China não explica nada: as condições são as mesmas para todas as equipas. Há algumas semanas, questionado sobre as polémicas que marcaram o final da última época de hóquei em patins, Luís Sénica garantiu que esses problemas ficavam à porta do hotel. A julgar pela falta de entendimento que se tem percebido no Mundial, alguém lhes abriu a porta.