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Jorge Maia

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FC Porto e Benfica entraram a ganhar no campeonato com exibições que alimentam a expectativa em relação à luta pelo título

1 - O FC Porto confirmou ontem que a pré-temporada não foi só fogo de vista. Conseguiu-o apesar do enguiço que impediu Aboubakar de marcar uma das três ou quatro oportunidades claras de que dispôs e não obstante a lesão de Soares, demonstrando uma variedade de soluções ofensivas que são um tributo ao trabalho realizado por Sérgio Conceição durante o último mês. Na Luz, e mesmo admitindo que esta será a melhor altura para defrontar um Braga ainda à procura de uma identidade definitiva, o Benfica também confirmou as palavras de Rui Vitória: o bicho competitivo faz toda a diferença. Conclusão: temos campeonato e essa é uma boa notícia.

2 - Na terça-feira, Francisco J. Marques revelou que Ricardo Costa, antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga, terá elaborado um parecer jurídico encomendado por Ferreira Nunes ao Benfica. O diretor de comunicação do FC Porto pediu a demissão daquele responsável por falta de imparcialidade, mas referiu-se a ele como vice-presidente do TAD. Um lapso aproveitado pelo TAD para um comunicado vago no qual elenca os membros do Conselho Diretivo daquele organismo e onde o nome de Ricardo Costa não consta. De facto, Ricardo Costa é vice-presidente, sim, mas do Conselho de Arbitragem Desportiva. E não, não pode ser árbitro nos litígios submetidos ao TAD, nem intervir como advogado ou representante de qualquer das partes em litígio. O que faz é participar na elaboração da lista dos 40 árbitros que decidem esses litígios. É mais ou menos como a diferença entre ser árbitro de futebol ou presidente do Conselho de Arbitragem. Todos sabemos que a imparcialidade é irrelevante em cargos desse tipo, não é?