Pequenos passos

Jorge Maia

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Se quiserem reduzir a diferença para o Benfica, Sporting e FC Porto têm de meter pés ao caminho

1. Enquanto o Benfica festejava a conquista do tetra, desta vez na Câmara Municipal de Lisboa, Sporting e FC Porto davam passos na preparação da próxima temporada. Os leões anunciaram a contratação de Piccini e Mattheus para juntar na lista de reforços a André Pinto, enquanto os dragões oficializavam as renovações com Galeno e Kayembe, ambos com lugar reservado pelo menos na pré-época. A esta distância, não se pode dizer que sejam passos enormes, mas são passos e, se não significarem mais nada, significam que tanto em Alvalade como no Dragão há a consciência de que é preciso pôr os pés ao caminho. Nos festejos do tetra, Luís Filipe Vieira disse que o Benfica tinha pelo menos dez anos de avanço sobre os rivais. Até olhando para aquilo que foi o campeonato até há um par de jornadas, talvez dez anos seja um exagero, mas é verdade que os encarnados partem para a próxima temporada como partiram para as últimas quatro: em vantagem.

2. Leonardo Jardim foi ontem reconhecido como o treinador do ano em França. Uma inevitabilidade, perante a iminência da conquista do título e a memória da fabulosa campanha na Champions protagonizada pelo Mónaco, que, bem vistas as coisas, acaba por dar razão àqueles que o caricaturavam, durante os primeiros tempos no principado, como apenas mais um pedreiro português. Afinal, este Mónaco, cujo onze serve de base à equipa do ano do futebol francês, é ele próprio uma construção: levou três anos a passar do papel a realidade, assenta num projeto e em fundações sólidas, mas também na escolha da matéria-prima exata para cada função e numa considerável dose de trabalho para fazer tudo encaixar na perfeição. Sim, Leonardo Jardim é o treinador do ano em França, mas continua a ser um orgulho para qualquer pedreiro português.