José Manuel Ribeiro

Uma equipa que desembale o favoritismo

Publicado por José Manuel Ribeiro
Hulk poupava a massa cinzenta do FC Porto. O coletivo de que fala Vítor Pereira tem de ser melhor.
Não é a saída de Hulk que nos vai mudar a identidade", disse Vítor Pereira, antevendo o regresso do FC Porto aos temores europeus hoje à noite, em Zagreb. A observação é plausível, mas não exclui outra: a chegada de Hulk mudou a identidade do FC Porto. Nenhum jogador, em muitos anos, poupou tanto a massa cinzenta da equipa. Todos vimos jogos em que os colegas o procuravam freneticamente em momentos de aflição e outros em que as suas fúrias rebentaram costuras que a tática não conseguia descoser. Nenhuma equipa de futebol que tenha Hulk vive exclusivamente do coletivo - como Vítor Pereira afirma que o FC Porto fazia - e, tendo-o, até se pode dar o caso de sobreviver sem coletivo algum. Já quando diz que a resposta terá de vir do grupo, o treinador está cheio de razão até às orelhas, mais ainda porque vai começar o segundo round na prova em que mais se notaram as dificuldades "coletivas" em 2011/12. O APOEL não foi apenas um adversário contra o qual o FC Porto se deixou "embalar pelo favoritismo", como ele diz; foi uma defesa numerosa e hermética que expôs os poucos recursos usados pelos dragões no ataque. Com Hulk. Sem ele, as combinações e a "dinâmica" serão muito mais importantes, até porque convém recordar o marcador dos dois únicos golos (um no Dragão e o outro em Chipre) que desembalaram algum do favoritismo contra os cipriotas. Pois. Começava por H.