Estivesse o mercado de transferências com saúde, em vez do tom amarelento e da tosse seca que tanto aflige os administradores financeiros, e talvez este defeso fosse um passeio no parque para o FC Porto.
Sem a colaboração dos compradores a retalho para possibilitar uma redistribuição calculada dos ativos, todos os jogos que lhe vimos até agora fizeram perguntas difíceis, em geral relacionadas com o mesmo grupo de miúdos: Atsu, Kelvin e, noutro patamar, Iturbe.
É impossível que, quando os vê acelerar no campo, Vítor Pereira não recorde muitas tardes e noites jogadas pelo FC Porto em câmara lenta na última época, sem nenhum aditivo no banco de suplentes que pudesse modificar substancialmente os andamentos. O outro lado desse raciocínio são Hulk, James, Varela, Djalma e a noção de que mantê-los a todos equivalerá a prejudicar alguns deles, enquanto que a solução do empréstimo só não atentará contra as carreiras - e a cotação - dos mais novos. Um dilema que a equipa B não resolve, porque seria um retrocesso para Atsu e Kelvin, mas que os próximos jogos podem ajudar a atenuar.
Valência e Lyon já oferecem realismo suficiente para avaliar a viabilidade de ambos, esclarecendo o que a pré-temporada não tirou a limpo, isto é, a maturidade de Kelvin e a contundência de Atsu contra adversários de nível internacional. A partir daí, será um crime que não ganhem os melhores. Um crime fatalmente recordado pelos adeptos quando houver mais noites ao ralenti.