Hoje, no fim do Espanha-Itália, era simpático que Pedro Proença agradecesse, e eu explico porquê. Havia, na Grécia antiga, uma cidade-estado chamada Esparta, onde os miúdos entravam no exército aos sete anos e eram exilados nos montes aos 12, nus, desarmados e com instruções para só voltarem aos dezoito.
Entretanto estavam proibidos de pequenos luxos como usar calçado ou vestir roupa quente. As meninas também entravam no exército aos sete, mas em vez dos montes, esperavam até aos 18 para serem emprenhadas por um escravo. Se funcionasse, degolava-se o bebé e o escravo e a rapariga recebia autorização para casar; se não, seguia para a tropa.
Como resultado disto, os espartanos davam grandes soldados e soberbas donas de casa. Com Pedro Proença, estamos em vias de constatar finalmente alguma utilidade para a incontinência verbal, paranoia e invariável falta de respeito pelo próximo dos nossos dirigentes, treinadores e adeptos. Quando se larga os árbitros portugueses em pelota (tirando os equipamentos Adidas de top) nos montes (de cinco estrelas) aos 41 anos, é o que se vê.