O estreante Rio Ave deu uma lição de saber estar e saber fazer. Defrontou meia seleção da Suécia e manteve do princípio ao fim uma atitude adulta
O Rio Ave garantiu pelo menos mais dois jogos da Liga Europa, mas a forma adulta, inteligente e determinada como passou por esta terceira pré-eliminatória deixou clara uma ideia: dificilmente o play-off impedirá a continuação do sonho vila-condense até à fase de grupos. A condição de cabeça de série no sorteio desta manhã deverá ajudar à nova empreitada, pois é sempre bom fugir a tubarões como o Inter de Milão, o Tottenham ou o Lyon.
Depois de um assinalável triunfo em Gotemburgo, nos Arcos os responsáveis do clube mantiveram a cabeça fria, quando nem sequer seria censurável, para quem se estreia em tão altas andanças, que os sentimentos se misturassem da pior forma. Vencer o jogo da primeira mão foi muito importante, sensacional até, mas o perigo poderia espreitar por esse mesmo ângulo. A sensação do dever cumprido a meio da missão existia, mas viu-se exatamente o contrário.
A equipa de Vila do Conde entrou em campo para a segunda mão consciente da vantagem e da forma aconselhável - e única! - de a defender com sucesso: mantendo o adversário sempre em sentido, mas sem correr riscos desnecessários. O resultado está à vista: o Rio Ave segue em frente e não podia ser de outra forma. Nem sequer é importante se de um lado estava uma equipa estreante e, do oposto, meia seleção da Suécia.
Quando se sabe o que se quer e como o fazer, é tudo mais fácil.
