Arrepiado com o vanguardismo da nova lei anti-empréstimo, passo à frente, não vá dar-se o caso de ultrapassar as marcas, não vá dar algum exemplo que possa apontar a uma possível (e brilhante) legislação retroativa que prejudique a Seleção Nacional. É que isto das ideias geniais propaga-se. Bom, não sei se estava previamente avisado, mas a verdade é que Paulo Bento teve o cuidado de não usar no Europeu Miguel Lopes e Rúben Micael, que lhe mereceram a confiança no leque de escolhas, certamente por não terem jogado nada de jeito durante a época, mas, principalmente por, na qualidade de emprestados, terem defrontado as entidades patronais! Fez bem em não arriscar. Ora, ora... Será que não há nada de importante e sério para discutir na organização do futebol profissional português? Tenham dó de quem gosta mesmo de futebol e o alimenta com paixão.À parte as misérias, enquanto se espera pelo campeão europeu começam a discutir-se plantéis e projetos para a nova temporada e percebe-se que o mercado dos grandes vai agitar-se brevemente. Entradas, saídas, discussão, ambição renovada, demagogia quanto baste ou a mais do que a conta, tanto faz nesta altura, porque em meia dúzia de dias há por aí caras novas a disparar promessas a pé torto e direito.Este é, na época desportiva, o primeiro tempo dos vendedores de ilusões (o segundo trá-lo o Natal). Desta vez tem uma novidade: apareceram os emprestadores da verdade desportiva.