O JOGO contra a força G num avião da Red Bull Air Race

O JOGO contra a força G num avião da Red Bull Air Race
Alcides Freire

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Cortámos e editámos os momentos mais "complicados" de uma viagem alucinante num avião da Red Bull Air Race, competição que este fim de semana cobre de cor e motores potentes as margens do Rio Douro no Porto e Gaia.

Daniel Ayfa lembra-se do "melhor peixe do mundo" de outras passagens pelo Porto e foi por aí que começou a conversa com o piloto sueco, que levou esre jornalista d"O JOGO a sentir no corpo a força G. "No máximo, iremos alcançar 6G", conta por entre o leque de dicas antes do voo com partida e chegada no aeródromo da Maia, onde há muito público junto da pista - havia filas de carros na estrada de acesso -, sinal óbvio do entusiasmo que o regresso da Red Bull Air Race voltou a exercer no Porto e arredores.

A experiência era irrecusável: voar num ambiente parecido com aqueles que os pilotos do campeonato de aviação enfrentarão este fim de semana poucos metros acima do rio Douro, tendo desde logo a certeza de que experimentaríamos uma pequena fração daquilo por que passam Kirby Chambliss - líder da Air Race - e seus pares. A expectativa não escolhe idade e por isso era enorme, bem como a curiosidade, antes ainda de Daniel ligar o potente motor de Extra 330 LX, o avião usado pelos pilotos do escalão Challenger.

O roncar do motor de 315 cavalos faz antever melhor o que nos espera durante aqueles minutos em volta do aeródromo maiato, mas nada do que se pode antever é capaz de se equiparar ao que realmente vivemos a partir do momento em que o avião de pouco mais de sete metros de comprimento deixa o asfalto da pista e se faz céu acima. E pouco depois, céu abaixo. Uma série de acrobacias de nomes variados, o corpo a conhecer finalmente o poder da força G, a alma a desfrutar de momentos únicos, o estômago a questionar onde estava o cérebro no dia em que o jornalista disse: "Sim, claro que quero andar de avião."

No final, Daniel Ayfa, com a descontração de sempre, desceu do avião, pegou num pequeno bolo e lá pediu para escrever numa folha de papel o tal "bom restaurante" de peixe em Matosinhos.

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