
Depois de três épocas na liga espanhola, o ex-Atlético de Madrid sente-se agora mais preparado para agarrar um lugar no plantel do Benfica e ganhar outro estatuto no futebol nacional. Sabe que a concorrência é forte, que terá vida difícil, mas garante não ter medo
Luís Miguel Afonso Fernandes, mais conhecido por Pizzi, nunca vestiu a camisola do Benfica apesar de há quase um ano pertencer aos quadros do clube encarnado. A SAD adquiriu, em julho de 2013, o extremo ao Atlético de Madrid e logo o emprestou ao Espanhol de Barcelona, onde cumpriu 34 jogos, 21 dos quais a titular, e marcou quatro golos. Os catalães tinham interesse em fazer novo contrato de cedência, mas o jogador não quis sequer ouvir. Para Pizzi, só existe, neste momento, um objetivo: vingar de águia ao peito.
Já sabe onde vai jogar na próxima época?
A indicação que tenho é a de que farei parte do plantel do Benfica. Ainda não tenho a confirmação, acabei de chegar de férias, mas vou falar com as pessoas do clube na próxima semana para ter a certeza disso. Espero apresentar-me a 3 de julho como todos os outros.
O Espanhol de Barcelona não mostrou interesse em continuar a contar consigo?
Eles queriam que eu ficasse lá mais uma época por empréstimo. Não comecei lá a época muito bem, mas acabei-a num bom momento de forma e o diretor-desportivo falou comigo pessoalmente. Mas eu não quero voltar a ser emprestado. O meu objetivo é ficar no Benfica, já estive muitos anos emprestado. Quero ficar no Benfica e, até indicação do contrário, não penso em mais nenhum clube.
Para que posição acha que Jorge Jesus pretende contar consigo?
Não sei, tenho jogado mais sobre a esquerda ou pelo meio, mas eu jogo em qualquer posição. O mais importante é jogar.
Agora, fez-me lembrar o Fábio Coentrão que, há dias, disse que jogava onde Paulo Bento quisesse, fosse a defesa, a médio ou a avançado...
É isso [risos]. Sei que vai ser difícil ser titular indiscutível no Benfica, mas o que interessa é jogar. O Benfica tem grandíssimos jogadores, mas não tenho medo da concorrência. Pelo contrário, ter concorrência é sempre saudável, faz com que tenhamos sempre de dar o nosso máximo.
O que este último ano, emprestado ao Espanhol de Barcelona, acrescentou ao que já era como jogador?
Sinto que tenho mais experiência e, acima de tudo, que estou preparado para me afirmar num grande clube como o Benfica. Foi o terceiro ano em que joguei no campeonato espanhol, que é muito mais competitivo do que o português. Vou trabalhar todos os dias para tentar merecer a confiança de Jorge Jesus. Vou já começar até a fazer umas corridas e uns treinos. Quero manter a forma durante as férias e apresentar-me bem fisicamente na pré-época.
É um homem do Norte. Nasceu em Bragança e, até ir para Espanha, sempre representou clubes nortenhos. Calculo que o Benfica não seria o seu clube de eleição se pudesse escolher...
Não é verdade. Fazer parte do Benfica, pela história e grandeza que tem, é sempre muito aliciante para qualquer jogador.
