United paga 20 milhões por Rojo

Proposta pelo central está de pé e o jogador não se conforma com intransigência do líder leonino. Para já, recusou defrontar o Nacional de Montevideu no Teresa Herrera

Os ingleses do Manchester United apresentaram uma proposta formal de 20 milhões de euros por Marcos Rojo e por esse motivo, segundo O JOGO apurou, o internacional argentino pediu ao presidente Bruno de Carvalho para deixar o Sporting. O líder leonino, na reunião que manteve com o atleta - onde também esteve presente o diretor para o futebol profissional Augusto Inácio -, fez valer a sua intenção de recusar a oferta submetida pelo emblema orientado por Louis van Gaal. Marcos Rojo afirmou perentoriamente a Bruno de Carvalho que esta é uma oportunidade única na vida e, perante a intenção do dirigente em declinar nova oferta, o jogador, de acordo com informações recolhidas por O JOGO, recusou ir a jogo no encontro frente ao Nacional de Montevideu, no domingo, na disputa do terceiro lugar do Troféu Teresa Herrera, indisponibilidade essa que fonte oficial do clube negou.

Na base da postura do presidente leonino está o desacordo com a forma de pagamento, uma vez que pressupõe a liquidação de uma verba de 12 milhões de euros, sendo que os restantes oito serão pagos mediante os objetivos que o atleta e o Manchester United possam alcançar nas próximas temporadas. Porém, como fator condicionador da ação presidencial está a existência de uma cláusula de salvaguarda de 15 milhões de euros - não tendo sido possível apurar se o valor tem de ser pago a pronto ou se pode englobar um valor por objetivos - estabelecida em julho de 2012, no mandato de Godinho Lopes, quando os leões contrataram Marcos Rojo aos russos do Spartak de Moscovo com a ajuda financeira do fundo de investimento Doyen Group, que possui 75% dos direitos económicos do atleta, sendo que o Sporting tinha acordado a compra anual de nova parcela de 25% desses direitos nas épocas seguintes, tendo de desembolsar um milhão de euros em cada ano, algo que não se verificou - ou seja, cumprindo o contratualmente estabelecido com o Doyen Group, os leões já deviam ter desembolsado mais dois milhões de euros por Rojo e deteriam atualmente 75% do passe do internacional argentino. A referida cláusula impõe que a SAD tenha de aceitar qualquer proposta que atinja tal valor, a não ser que consiga igualar a mesma.

A saída de Marcos Rojo do Sporting é um cenário cada vez mais próximo de se concretizar, com o jogador a forçar a mesma, deixando claro que poderá nunca mais voltar a vestir a camisola do Sporting, informação negada pelos responsáveis leoninos. Marcos Rojo, depois de a oferta de 17 milhões de euros apresentada pelos ingleses do Southampton ter sido recusada, viu chegar até si o desafio profissional desejado, fruto da grandeza do emblema, mas também pela forma como este vai poder atuar sob a liderança de Louis van Gaal, que o vê como uma peça importante para o lado esquerdo do trio de centrais na matriz 3x4x1x2, com que o técnico holandês fez a Laranja Mecânica atuar no Mundial do Brasil. A intenção de Bruno de Carvalho em encaixar cerca de cinco milhões de euros pelos 25% dos direitos económicos de Marcos Rojo dificilmente se concretizará, pois, para acentuar a problemática, os russos do Spartak de Moscovo têm direito a 20% de uma mais-valia que possa surgir com a transferência do atleta, que foi contratado em 2012 por um valor-base de quatro milhões de euros, dos quais a SAD só pagou um milhão de euros, correspondente aos 25% do passe detidos, firmando um contrato válido até 2017.