Pelo segundo ano consecutivo, o Benfica conquistou a Taça de Portugal, agora ao bater na final a Académica de Espinho por 3-1, conseguindo ser feliz em Coimbra, onde tinha deixado escapar o troféu em 2009/10, na altura para o Castêlo da Maia. Já a Académica de Espinho, que alcançou pela segunda vez a final da prova, não conseguiu ser bem sucedida na cidade onde teve as suas origens.
Dos dois lados os adeptos não faltaram à chamada e, como a fundação da Académica de Espinho está ligada a Coimbra, os mochos contaram também com apoio do público local. À procura de um lugar na história, os espinhenses entraram com vontade de fazer o jogo das suas vidas e controlaram sempre o primeiro set, deixando o Benfica nervoso. Desde cedo, Fabrício Santos e Pedro Figueiredo mostraram porque figuram no top cinco dos melhores marcadores da I Divisão. O Benfica, que não pôde contar com o central brasileiro Kibinho por lesão, entrou mais forte nos sets seguintes. Com melhoras significativas a servir e no bloco, os encarnados passaram a dominar. Além de Zelão, Hugo Gaspar e Flávio Cruz - estes dois últimos foram os melhores marcadores das águias, com 12 e 13 pontos, respetivamente - o suplente Roberto Reis também acabou por ser uma ajuda preciosa. No derradeiro parcial, os mochos tentaram reentrar na luta e ainda conseguiram colocar-se na frente nos primeiros instantes (3-4), mas rapidamente os encarnados confirmaram o seu poderio, rumo à 14ª Taça do seu historial. Um recorde.
Figura - Hugo Gaspar Para ele foi o tetra
Depois de ter estado discreto no primeiro parcial, o oposto de 29 anos ganhou protagonismo no ataque e foi fundamental a bloquear. O caso não era para menos: em jogo estava a sua quarta Taça consecutiva. Contribuiu com 12 pontos.
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