Cabo Verde é o maior fornecedor de jovens talentos africanos; verdadeiras pérolas por e para lapidar, como são os casos de Zé Luís (Braga), Djaniny (Leiria), Stopira e Sténio (Feirense), Sidnei (Gil Vicente) e Edivândio (Marítimo). Clubes como o Batuque, Scorpions Vermelho, Académico de Mindelo ou Sporting da Praia vão servindo de rampa de lançamento para o mercado nacional. Mexer completa o grupo dos lusófonos. O jovem defesa-central moçambicano que o Sporting cedeu, a título de empréstimo, ao Olhanense chegou do Desportivo de Maputo. Do continente africano, há mais uma dezena de futebolistas a militar na I Liga, provenientes de Camarões (4), Marrocos (2), Argélia (1), Nigéria (1), Mali (1) e Senegal (1).
Inter de Porto Alegre foi o maior exportador
Na I Liga, fala-se quase tanto o português do outro lado do Atlântico como o de cá. Há 134 jogadores oriundos do Brasil, uma ligação que teve nos naturalizados Deco, Pepe e Liedson os maiores expoentes. Da extensa lista, salta à vista a curiosidade de os dois grandes rivais de Porto Alegre, Inter e Grémio, estarem no topo das exportações para Portugal: o Inter com seis e o Grémio com cinco jogadores. Igualmente com cinco surge o Flamengo, seguindo-se Paraná, Cruzeiro, Vasco da Gama, Atlético Mineiro e o modesto Vila Nova, "casa" do portista Fernando. Outro dado marcante é o elevado número de clubes brasileiros que alimentam a principal liga portuguesa: nada menos que 78!
Feirense é exemplo
O Feirense também produz para consumo próprio - Miguel, Mika, Ludovic, Cris e Jonathan - e, em 27 jogadores, tem 18 de formação portuguesa, nada que não venha sendo apanágio em Santa Maria da Feira, localidade conhecida por apostar nos jovens talentos nacionais, tendo já utilizado, no ano da descida, apenas jogadores portugueses.