O Sporting-FC Porto do próximo sábado, à margem da situação classificativa anterior e posterior ao jogo, está para este campeonato como o confronto Oxford-Cambridge para o remo: em Alvalade estarão frente a frente as duas grandes escolas da I Liga, os dois clubes de onde saiu a maioria dos jogadores formados em Portugal que actuam no principal campeonato. E a proximidade é tal que quase dava um empate técnico, após o regresso do brasileiro Renato Neto à casa onde se formou, sendo o resultado final um renhido 24-23 favorável aos dragões.
Além de ser o principal fornecedor de talentos, ainda que apenas por um elemento, o FC Porto foi pescar, a Alvalade, três atletas internacionais portugueses: João Moutinho, Varela e Emídio Rafael, contrastando com o pouco aproveitamento que faz das suas "criações": Kadu, o guarda-redes angolano que divide a formação com o Belenenses, é o único elemento da escola azul e branca a figurar nas contas do treinador Vítor Pereira. Já os leões continuam a pôr à vista, dentro das quatro linhas, o produto originado pela sua academia. Actualmente são sete os atletas às ordens de Domingos Paciência, alguns dos quais em exibição neste sábado.
Neste campeonato da formação surge ainda o Benfica, no terceiro posto, com 14 elementos "made in" Estádio da Luz/Seixal, cinco dos quais aproveitados pela equipa principal, ainda que com pouca utilização. Dos grandes, como se referiu, o Sporting é o que mais produz para consumo próprio, em igualdade com o Marítimo, com sete atletas, embora os insulares recorram aos jovens da equipa B.
O gráfico em rodapé mostra ainda que clubes apostam mais nos atletas formados em Portugal. Neste capítulo, os focos incidem sobre o Paços de Ferreira pela simples razão de ter ido pescar aos grandes - tem cinco ex-portistas e um ex-Benfica. O Olhanense não fez por menos e aproveitou as sobras dos três grandes. Já a Académica continua a acreditar em jogadores emprestados, sobretudo provenientes do Dragão e de Alvalade.
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