José Eduardo Simões reclama dois milhões de euros à Académica

José Eduardo Simões reclama dois milhões de euros à Académica
Ricardo Sousa

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Antigo presidente avançou esta semana com uma ação judicial em tribunal em que reclama da Académica um montante que diz ser credor

José Eduardo Simões interpôs, esta semana, uma ação judicial na qual exige o pagamento de 2 milhões de euros à Académica. Um montante que o antigo presidente diz ser credor, que o próprio reivindica desde que abandonou o comando do clube e que pretendeu resolver fora da esfera judicial, mas sem sucesso. De resto, há cerca de dois meses, a Direção da Briosa chegou a revelar, entre diversos documentos, uma carta dos advogados de Simões, datada de 17 de novembro, em que se podia ler que "foram várias as ocasiões e pelos mais diversos meios" que o antigo dirigente procurou resolver a questão da dívida, "não tendo obtido da parte dos seus atuais dirigentes o mais ténue sinal de quererem igualmente contribuir para a sua solução". Além disso, era dado um prazo de oito dias para a apresentação de uma "proposta credível e aceitável para o pagamento da quantia de 2 milhões de euros", caso contrário haveria recurso à via judicial, o que agora sucedeu.

Ora, essa ação, que pode ser consultada na página do Citius, deverá ser contestada pela Direção do emblema conimbricense (que ainda não terá sido notificada), até porque num comunicado de 19 de dezembro, o elenco liderado por Paulo Almeida, entre outras acusações que fez ao antigo presidente, dizia que "o ex-presidente da Académica diz-se credor de 2 milhões de euros, mas já declarou perante as autoridades que o dinheiro não é seu" entendendo ainda que esse valor "tem de ser melhor apurado em face dos factos trazidos a descoberto no processo em que José Eduardo Simões foi condenado a pena de prisão pelo crime de corrupção".

Uma situação que promete arrastar-se, numa relação que não tem sido nada pacífica entre a Direção e o antigo presidente que ao longo dos últimos meses têm trocado acusações, a última das quais aquando da venda da antiga sede dos Arcos do Jardim.
Contactado por O JOGO, Paulo Almeida reagiu: "Neste momento estamos focados no exigente campeonato da II Liga e no êxito desportivo da Académica. Lamentamos a desestabilização sistemática na Académica sobretudo vinda de quem a deixou na maior crise desportiva, associativa e financeira de sempre".