Doyen explica o que falta ao Sporting pagar e critica Bruno de Carvalho

Doyen explica o que falta ao Sporting pagar e critica Bruno de Carvalho

Atlético de Madrid, Benfica e FC Porto apresentados como clubes que beneficiaram, com diversas conquistas, da associação com a Doyen Sports

A Doyen publicou um comunicado no site da empresa, congratulando-se com a decisão do Tribunal Federal da Suíça, conhecida esta quarta-feira, de rejeitar o recurso do Sporting sobre a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que dera razão à Doyen Sports no conhecido "caso Rojo". A empresa presidida pelo português Nélio Lucas considera que esta decisão de condenar o Sporting a pagar uma verba total de "20 milhões de euros" repõe a justiça e é uma "vitória moral". "A compensação devida à Doyen Sports ascende atualmente a 20 milhões de euros, sendo que a estes valores continuarão a somar-se juros de mora de cinco por cento, até que o pagamento seja efetivamente liquidado. O Sporting vê-se assim obrigado a pagar um valor total de cerca 18 milhões, numa decisão que já não é passível de recurso", diz a empresa. A Doyen recorda que o Sporting deve pagar "cerca de 13,5 milhões, incluindo custos jurídicos e juros" e que a este valor se juntam "mais 4,5 milhões já pagos em setembro de 2014". A estes valores, junta-se ainda um montante aproximado de 2,1 milhões relativos ao jogador Zakaria Labyad.

"Caem assim por terra as pretensões do Sporting de que a justiça civil daria razão ao clube, assim como o menosprezo do seu presidente pelo TAS e pelo seu conhecimento dos contratos no setor do futebol", refere o comunicado que inclui diversas críticas à atuação de Bruno de Carvalho, presidente do clube leonino.
"Acima de tudo, consideramos esta uma vitória moral. Mesmo assim, não duvido que quem gere o clube continuará com a mesma lenga-lenga fantasiosa, no sentido de justificar a política recorrente de não respeitar os compromissos assumidos pelo clube, usando todos os malabarismos possíveis a fim de retardar o inevitável", afirma Nélio Lucas, CEO da Doyen Sports. "Agora peço que autorize, finalmente, a publicação do acórdão do TAS, que sempre rejeitou por razões óbvias. Peço-lhe que explique aos sócios a verdadeira fatura deste caso, que poderia ter sido proveitoso para o Sporting, segundo o acordo proposto ao clube na altura", conclui Nélio Lucas antes de referir os exemplos de Atlético de Madrid, Benfica e FC Porto como clubes que beneficiaram, com diversas conquistas, da associação com a Doyen.

Em 2014, o clube lisboeta e a Doyen, que investiu três milhões e era detentora de 75% dos direitos económicos do defesa internacional argentino, entraram em conflito, a propósito da proposta do Manchester United para a transferência de Rojo.

Dias antes da mudança do defesa para Old Trafford, o Sporting rescindiu unilateralmente os contratos que tinha com o fundo de investimento relativos a Rojo e também ao marroquino Labyad, alegando justa causa.

Com esta decisão, o clube de Alvalade restituiu à Doyen os três milhões de euros que o fundo tinha investido no jogador e pagou quatro milhões ao Spartak Moscovo, clube em que Rojo tinha atuado antes de ingressar em Alvalade e que tinha direito a uma percentagem numa futura transferência