Doumbia tem dedo no gatilho e é o mais rápido a marcar

Doumbia tem dedo no gatilho e é o mais rápido a marcar
Rafael Toucedo

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O reforço marca um golo a cada 91 minutos com a camisola leonina, batendo a concorrência como o matador mais eficaz.

O golo de Doumbia que abriu caminho à vitória leonina no Pireu, no campo do Olympiacos, torna o marfinense no jogador mais eficaz da equipa, tendo em conta o número de festejos que já protagonizou e os minutos disputados. Com dois golos marcados (um em cada titularidade com a camisola verde e branca) em cinco jogos, nos quais esteve 182" em campo, Doumbia marca um golo a cada 91".

O registo do camisola 88 bate a concorrência por larga margem. Os principais perseguidores, apesar de terem apontado mais golos, ficam atrás do avançado pois também somam mais minutos de jogo. Bruno Fernandes, com cinco golos esta época, marca a cada 110"; Bas Dost, também com cinco tentos, precisa de 119" para marcar; Gelson, com quatro, remata certeiro a cada 138", enquanto os restantes jogadores que já faturaram esta temporada (Acuña, Adrien, Coates e Battaglia, todos com um golo), estão muito atrás na relação golos/minutos.

E o experiente atacante, de 29 anos, é já o mais rápido leão a marcar em 2017/18, tendo efetuado apenas seis remates nos cinco jogos em que participou, o que dá um golo a cada três tentativas (segundo os dados estatísticos do sítio "SofaScore").

Os dois golos de Doumbia, na qualificação para a Liga dos Campeões e depois na fase de grupos, revelam também a sua apetência para atirar a contar na prova milionária: em 28 jogos na fase final da Champions, Doumbia já vai em 15 golos. E o Sporting até já provou do veneno do marfinense, pois no play-off de 2015/16, nos dois jogos contra o CSKA de Moscovo, o avançado foi decisivo para a eliminação dos leões, pois bateu Rui Patrício três vezes (e falhou ainda um penálti).

Doumbia, emprestado com opção de compra obrigatória num negócio que custa aos leões 7,2 Meuro, é especialista em contra-ataque... permitindo a Jorge Jesus fazer mudanças táticas e de estratégia de jogo em campos complicados, como se viu em Bucareste e Atenas, ou para jogos grandes, pelo que representa mais do que uma mera alternativa a Bas Dost.