"Bruno de Carvalho é um ativo tóxico"

"Bruno de Carvalho é um ativo tóxico"
Rui Miguel Gomes

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Antigo governante Rui Barreiro deixa várias críticas ao líder máximo dos leões, dizendo que a postura e as atitudes não beneficiam o clube, e enumera os vários casos, considerando o mandato insatisfatório

Rui Barreiro, antigo secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e conselheiro leonino, teceu, em declarações a O JOGO, duras críticas ao presidente do Conselho Diretivo, Bruno de Carvalho, considerando-o "um produto tóxico para o futebol" e sustentando que o atual líder leonino "não pode ser considerado como salvador do clube em termos financeiros", apontando vários exemplos de gestão, desde logo o caso Doyen, como "prejudiciais para o futuro do clube". "Estou preocupado com os efeitos colaterais no clube e equipa. O mau relacionamento da instituição com os vários agentes do mundo do futebol é preocupante. Bruno de Carvalho deve esclarecer os sócios em assembleia geral, tal como os acionistas da SAD", atirou.

Considerando-se um "homem de causas", que faz uso da condição de vida dentro de "uma sociedade livre e democrática", Rui Barreiro dispara em várias direções. "A defesa dos interesses do Sporting deve ser sempre feita pelo presidente do clube, agora o estilo belicista, de guerra permanente, seja com os que hoje são aliados e amanhã inimigos, como é o caso de Pedro Proença, é prejudicial para o clube. O caso Marco Silva foi o primeiro exemplo de questões de carácter e credibilidade. Que se respeitem os contratos e que o Sporting seja uma pessoa de bem. As regras e leis são para cumprir, mas não apenas quando nos dá jeito. É preciso respeito, mesmo para defender a verdade desportiva, que todos pretendemos, mas também é preciso condutas e palavras para que o futebol nos respeite. Não é apenas nas finanças que existem ativos tóxicos; Bruno de Carvalho é um ativo tóxico do futebol. Os dirigentes não devem intoxicar o futebol com a sua postura, palavras para com outros agentes, sejam eles dirigentes ou atletas - como se viu com Slimani, Jefferson, Rojo, Carrillo e outros. Bruno de Carvalho não pode ser visto como um salvador financeiro do clube, quando votou contra o plano de reestruturação elaborado pela Direção anterior e depois o seguiu. Se não fosse o contrato de venda dos direitos televisivos negociado pelos antecessores, como estaríamos agora? E o patrocínio nas camisolas? Vamos a meio da época e nada. As pessoas e empresas afastam-se deste tipo de posturas e isso preocupa-me. Falta capacidade de atração de receitas", enalteceu.

O conselheiro leonino afiança que vê "cada vez mais pessoas insatisfeitas com Bruno de Carvalho". "Teve três grandes treinadores, que permitiram algumas vitórias e colorido, o que é positivo, mas nestas alturas é preciso falar dos problemas. Não podemos ficar satisfeitos se analisarmos globalmente o trabalho de Bruno de Carvalho como presidente do Sporting. Tem apelado à união em torno do clube, mas sem a praticar. Tem-se dedicado a julgar os antecessores sem contemplar os contextos encontrados", frisou.

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