Nuno Espírito Santo fecha a porta a Layún

Nuno Espírito Santo fecha a porta a Layún
Carlos Gouveia

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Mexicano é inegociável e nem os milhões da China o levam do Dragão. Até porque o treinador vai precisar dele nos próximos tempos.

Nuno Espírito Santo conta com Layún e, como tal, o FC Porto não admite vender o jogador para a China ou para qualquer outro mercado asiático que ainda esteja aberto. A época está na fase crucial e ainda que o mexicano não seja opção regular desde o início de dezembro - quando se lesionou - o seu estatuto não sofreu alteração. À SAD não chegou qualquer proposta milionária e também não existe qualquer recetividade para ouvir eventuais interessados.

Nuno sabe que vai precisar de Layún nos próximos tempos para evitar o desgaste dos laterais que são habitualmente titulares. Alex Telles ainda esta semana fez gestão física e Maxi também tem jogado em esforço, além de estar à bica de amarelos. Ou seja, não faria qualquer sentido o FC Porto perder a única alternativa que tem ao brasileiro e ao uruguaio logo na fase mais importante da temporada. Basta que Maxi veja mais um cartão e Layún será chamado ao onze, o que até pode acontecer antes, por opção técnica e não por necessidade.

Ainda esta semana, sublinhe-se, Nuno puxou por Layún no treino de preparação para a visita do Tondela ao Dragão (sexta-feira, 20h30). No exercício de combinações ofensivas em que pediu aos jogadores para trocarem a bola ao primeiro toque antes da finalização, o treinador portista incentivou algumas vezes o mexicano. "Muito bem, Miguel" ou "É isso, Miguel", disse em voz alta agradado com a entrega do jogador. E não será por acaso que o treinador tenta motivar Layún...

O lateral está a tentar recuperar o protagonismo que teve na época passada - em que foi o rei das assistências - e no início da atual campanha, mas que perdeu em dezembro devido a uma lesão. O mexicano acusou uma tendinite crónica do adutor esquerdo antes da partida com o Chaves para o campeonato (17 de dezembro) e desde então só foi utilizado contra o Rio Ave (a 21 de janeiro), partida em que foi substituído aos 56" depois de ter cometido uma grande penalidade e se ter salvo da expulsão por acumulação de amarelos. Desde então nem no banco de suplentes se sentou, o que é uma situação nova para o mexicano desde que chegou a Portugal.

Por isso mesmo, Nuno tem-se preocupado em animar o jogador para que esteja em boas condições físicas e mentais quando o chamar de novo ao onze. O que vai acontecer mais cedo ou mais tarde. A eliminatória com a Juventus, por exemplo, pode levar a que Nuno dê descanso a um dos habituais já contra o Tondela...