"No FC Porto o ar estava a tornar-se irrespirável"

"No FC Porto o ar estava a tornar-se irrespirável"

Chicotada psicológica nos dragões não espantou minimamente o treinador Daúto Faquirá, que, a O JOGO, disse já sentir a equipa melhor, com um "estilo menos rendilhado" e um "futebol mais vertical".

No entender de Daúto Faquirá, o FC Porto recorreu à única solução possível: a troca de treinador, que viria a ter lugar no passado dia 8, com o adeus de Julen Lopetegui e a posterior contratação de José Peseiro.

"A mudança de treinador no FC Porto não ocorreu apenas devido aos resultados. Havia motivos mais fortes, apesar das manifestações de insatisfação quanto aos resultados que, no entanto, no meu entender, poderiam ser ultrapassáveis. Mas o ar estava a tornar-se irrespirável, até no próprio balneário, e a situação com Lopetegui tornou-se insustentável", defendeu o antigo treinador de 1º de Agosto ou Olhanense, entre vários outros emblemas.

O moçambicano nascido há 50 anos, agora sem clube, lembra que Peseiro, para obter bons resultados, tem que elevar os níveis de confiança no grupo.

[destaque:4999715]

"Agora começa um novo ciclo e Peseiro tem meio ano para recuperar cinco pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar, que é o primeiro objetivo do clube, ainda que a Liga Europa ou a Taça de Portugal também interessem, mesmo noutro patamar, mais inferior. E Peseiro também tem que recuperar animicamente o plantel, o que não se altera de um dia para o outro", assinala, analisando em seguida as alterações que já conseguiu vislumbrar na partida de estreia do novo treinador, diante do Marítimo: "O cunho pessoal virá depois com o trabalho diário. No treino haverá dinâmicas diferentes e isso poderá depois repercutir-se positivamente. Mas o 4-2-3-1 com que a equipa se apresentou contra o Marítimo revela já alterações, como também as houve nas dinâmicas e nos ritmos. Viu-se a equipa a defender de forma diferente e também um futebol mais vertical. Já se notou um estilo menos rendilhado e com menos canais de ligação entre as peças. E isso tem a ver com a perspetiva de jogo que José Peseiro pretende cimentar."