
Álvaro Isidoro/Global Imagens
O benfiquista é o melhor marcador da equipa (cinco golos) e ainda coleciona três assistências. O badalado leão peca na finalização (dois golos), mas supera o rival no duelo das assistências (oito).
Pizzi e Gelson Martins são os principais responsáveis pela produtividade de cada equipa na Liga. Juntos, estão diretamente ligados a 18 dos 50 golos apontados por Benfica e Sporting, ou seja, estão em 36% dos festejos dos dois primeiros classificados. Apesar de Pizzi liderar a tabela dos goleadores das águias com cinco golos, mais três que Gelson Martins, é o sportinguista que participa em mais golos da sua equipa (marcou dois golos e assistiu oito vezes, pelo que está em 43% dos golos da sua equipa, frente aos cinco golos e três assistências do rival, equivalente a participação direta em 29% dos golos).
O bom momento dois dois criativos não tem passado despercebido aos grandes da Europa, como a Imprensa nacional e internacional tem dado conta, nem ao selecionador Fernando Santos, que os tem chamado para compor as últimas convocatórias de Portugal, possibilitando até a estreia do extremo leonino.
Ambos grandes dinamizadores e desequilibradores do ataque de Benfica e Sporting, por capacidade técnica individual, poder de fogo crescente e último passe letal, no entanto é o polivalente médio das águias que lidera na maioria das estatísticas. O 21 encarnado tem mais golos, mais remates, mais passes que criaram perigo iminente e mais cruzamentos - segundo dados recolhidos no "SofaScore.com", perdendo apenas nas assistências para golo.
Pizzi é conhecido como um jogador completo, capaz de defender e atacar com eficácia e intensidade, mas o jovem 77 leonino tem-se tornado num jogador cada vez mais completo, tendo sido mesmo rotulado por Jorge Jesus, esta temporada, como "imprescindível". Gelson tem mais faltas cometidas e sofridas, mais desarmes e mais interceções que Pizzi, sinal de que cada vez está mais em jogo, mais perto da bola, deixando de ser aquele talento promissor que despontou há um ano a combinar dribles estonteantes com apagões.
E se Pizzi, de 27 anos, demorou a chegar ao patamar atual, tendo já passado sem deixar saudades pelo Atlético de Madrid, já o extremo-direito Gelson, de 21 anos, está nas bocas do mundo e clubes como o Real Madrid ou o Barcelona, entre outros, suspiram por ele.
