Estoril a um ponto de fazer história

Estoril a um ponto de fazer história

Vitória perante o Paços de Ferreira, graças ao golo de João Pedro Galvão, deixou a equipa de Marco Silva muito perto de garantir matematicamente o quarto lugar no campeonato

Um golo de João Pedro Galvão deu esta segunda-feira a vitória ao Estoril diante do Paços de Ferreira (1-0), em 27.ª jornada da I Liga, e deixou a equipa a um ponto de garantir matematicamente o quarto lugar.

Um posto que fará história, uma vez que os canarinhos nunca atingiram esta posição, já que a melhor marca foi conquistada na temporada passada, com o quinto lugar.

Com a passagem para Liga Europa carimbada pelo segundo ano consecutivo, fruto da derrota no domingo do Braga ante o FC Porto (3-1), o Estoril entrou sem pressão no encontro, mas encontrou algumas dificuldades diante de um Paços de Ferreira que necessitava de pontos para poder fugir aos lugares de despromoção, onde se encontrava depois do Belenenses ter batido o V. Guimarães (3-1).

Numa primeira parte muita disputada a meio-campo, o Estoril mostrou algum ascendente, sobretudo pela posse de bola, mas apenas aos 40 minutos chegou ao golo. Um lance de insistência de Carlitos deixou isolado João Pedro Galvão, que na "cara" do guarda-redes Matias Degra atirou para o fundo da baliza pacense.

A entrada ao intervalo de Fernando Neto para o lugar de Minhoca não deu aos comandados de Jorge Costa a consistência que o meio-campo precisava já que o Estoril-Praia mantinha a posse de bola e, aos 56 minutos, João Pedro Galvão não ampliou marcador por muito pouco graças a uma excelente defesa de Matias Degra.

Apenas Bebé era referência no ataque dos "castores", mas o atacante cedido pelo Manchester United "limitava-se" a rematar fora da área, já que não recebia a bola em condições para fazer melhor.

Perante este domínio, os pupilos de Marco Silva foram criando diversas situações de ataque, não só pelos extremos Carlitos e Balboa, que rendeu João Pedro Galvão, mas também pelos laterais Mano e Tiago Gomes, dando claros sinais que queriam mais.

Mas Bruno Lopes com três excelentes ocasiões, aos 71, 75 e minutos, e Balboa, aos 76, que demorou muito tempo a rematar, foram incapazes de ampliar a contagem.