Venda de Lindelof ao United cura insónia na Suécia

Venda de Lindelof ao United cura insónia na Suécia

Presidente do Vasteras, clube que o negociara com o Benfica, rejubilou com o dinheiro que entrou nos cofres.

Christina Liffner, uma ex-economista de 66 anos que é presidente do Vasteras, o pequeno clube sueco que transferiu Lindelof para o Benfica em 2011, confessou ao jornal inglês "The Independent" que a fatia que lhes coube do bolo total da venda do jogador ao Manchester United resolveu dois problemas: o de liquidez do clube, que enfrentou recentemente a ameaça de bancarrota, e o da insónia da sua presidente. "Esse dinheiro é uma almofada de conforto. Acabaram-se as minhas noites mal dormidas na véspera de pagar os ordenados", contou ela.

Quando transferiu Lindelof em 2011 - recebendo uma primeira tranche de cem mil euros e, depois, outras duas iguais quando foram atingidos objetivos previamente acordados -, o Vasteras ficou ainda com direito a 20 por cento de uma futura transferência, uma alínea que o Benfica contestaria mais tarde ao argumentar que entretanto fizera um novo contrato com o jogador e que a tal alínea deixara de ser válida. O Vasteras consultou os seus advogados, não aceitou essa resposta, mas, segundo admitiu Liffner, preferiu renegociar com o Benfica em vez de partir para uma batalha legal. E quanto recebeu então o clube do bolo de 35 milhões de euros? "Há uma cláusula de confidencialidade", explica a presidente, rejeitando especificar o valor: "Mas fosse um por cento ou metade, seria sempre uma quantia considerável." Pelo primeiro contrato, antes da tal renegociação, o Vasteras receberia cerca de 7 milhões. Mas seja qual for o valor exato, ao menos a presidente passou a dormir tranquilamente...