Critério do videoárbitro incomoda dirigentes do Aves

Critério do videoárbitro incomoda dirigentes do Aves
Cristina Aguiar

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A expulsão de Amilton fez transbordar o copo da paciência dos avenses, que reclamam ainda um lance que o VAR deixou passar em Paços de Ferreira e custou a lesão de Nildo.

A expulsão de Amilton, aos 41 minutos da receção ao Braga, na sequência de um choque com Rosic, continua a mexer com os nervos dos responsáveis do Aves. À revolta de Ricardo Soares, manifestada na conferência de Imprensa no final desse jogo, junta-se a de José Luís, diretor desportivo, visando essencialmente os critérios do videoárbitro e recordando, também, o lance que causou a lesão de Nildo, na jornada anterior, em Paços de Ferreira. O avançado dos avenses, numa disputa com o central Ricardo, sofreu uma fratura do malar que o obrigou a submeter-se a uma cirurgia, que serviu ainda para corrigir a parede lateral da órbita.

"Como é possível termos ficado sem um jogador durante três meses, numa situação em que nem falta foi marcada, nem cartão foi mostrado ao adversário? E agora tivemos a expulsão de Amilton, aparentemente sem falta", interroga José Luís, manifestamente irritado. "Não conheço os critérios do videoárbitro, que deveria ter corrigido a decisão do árbitro de expulsar Amilton, pois é para isso que serve esta tecnologia; pelo menos foi essa a ideia transmitida no início." Não é sobre a arbitragem de Fábio Veríssimo - "um excelente árbitro" - que o responsável avense coloca o dedo, "mas sim na diferença com que os que desempenham a função de videoárbitro analisam as incidências dos jogos". "Afinal, o videoárbitro não está a favor da verdade desportiva", lamenta José Luís.